S. Nicolau de Tolentino


| Tempo de leitura: 2 min

 
São Nicolau de Tolentino nasceu em Castelo de Santo Ângelo, atual Santo Ângelo in Portano, no ano de 1245. Era muito rigoroso consigo mesmo, mas delicados com os outros. Ingressou entre os agostinianos no ano de 1256 e foi ordenado sacerdote em 1269 em Cíngoli; após seis anos de peregrinações por várias cidades, teve morada definitiva em Tolentino, onde desenvolveu o seu apostolado principalmente no confessionário. Amadureceu na sombra a sua santificação pessoal fazendo produzir fruto as reservas espirituais que lhe garantia a vida religiosa: a obediência incondicional, o desapego absoluto dos bens terrenos e a modéstia profunda. Sob seu modesto burel o exemplar religioso teceu na humanidade a preciosa trama da santidade, a ponto de fazê-lo exclamar na hora da morte: “Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e Santo Agostinho, que me dizem: ‘Bravo, servo bons e fiel’”. Ainda que não parecesse das severas penitências a que se submetia, sabemos pelos testemunhos de seus confrades que quatro dias da semana seu alimento consistia em pão e água e nos três dias restantes nunca tocava em alimentos substanciosos, como carne, ovos, etc... Reduzia o sono a três ou quatro horas para dedicar-se a oração. Sempre após as longas horas que ficava em confissão, fazia visitas diárias às casas dos pobres, para os quais, com a licença dos superiores, constituiria modesto fundo, de onde tirava o necessário nos casos mais urgentes.
 
Oração
Do acolhimento.

 
Deus, nosso Pai, fazeis o sol brilhar sobre justos e injustos. Não impedis que a chuva regue as searas dos que vos desconhecem. Dai-nos a graça de acolher, hoje, com generosidade, simpatia e ternura, nossos semelhantes, respeitando suas diferenças, sabidos que, embora plurais, somos fagulhas de uma mesma chama. Acolhamos de coração aberto e nos aproximemos de nosso próximo, pois são como anjos que espelham o que somos e o que podemos ser. Abrir nossos corações para repensarmos as relações familiares e sociais, para modificar e corrigir as estruturas pervertidas, injustas, indiferentes ao clamor dos que passam fome de pão, dignidade, cultura, oportunidades, justiça e participação. Saibamos acolher, com simpatia e respeito, os idosos, os “encostados” da vida, os deficientes, os “inúteis” e “inválidos”, os que vivem na solidão, os que foram enganados, ludibriamos, presos e injustiçados. Não repudiemos a carne de nossa carne, os sofredores de ruas e dos campos, os injustamente condenados, as crianças exploradas, prostituídas e viciadas, os que não têm a quem recorrer, nem aonde ir... Não desviemos, indiferentes, a nosso olhar do vosso rosto manifesto nas humanas “sobras” e “lixos” dos quais fugimos apressados, fechando as portas, ou acelerando os autos... Fazei que por egoísmo, orgulho, indiferença, ignorância não aumentemos ainda mais a iniquidade no mundo e agravemos o humano sofrimento.
 
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves.
São Paulo Editora Ave-Maria.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários