Você sabia que há um visconde na região? O nome dele é Oswaldo Pereira Guimarães, comendador visconde de Rifaina, representante do Palácio dos Guimarães, Norte de Portugal, com título de nobreza registrado em cartório.
A honraria foi concedida em 1993 por representantes da Coroa Portuguesa após análise de sua árvore genealógica, em resposta a um pedido da família. “Em 1862, meu bisavô, o tenente-coronel Manoel Pereira Cassiano, recebeu de D. Pedro II uma sesmaria (terras para povoamento e produção agrícola) que compreendia todo o Vale do Rio Grande. Ali, fundou o arraial Santo Antônio do Cervo que daria origem ao município de Rifaina em 1948”, disse Guimarães.
Pela ordem, as categorias da nobreza se alinham em reis, duques, marqueses, condes, viscondes e barões. “Antigamente o nobre tinha direitos e deveres. Hoje tem apenas valor social. É como uma condecoração”, explicou Guimarães.
Doutor Oswaldo, como é conhecido, tem 84 anos é médico cirurgião e natural de Rifaina. Deixou a cidade ainda menino para estudar no Colégio do Estado (antigo EETC). Aos 16 anos, mudou-se para a capital para se preparar para ingressar na Escola Paulista de Medicina, onde se formou sete anos depois. “Era para eu ter voltado para Franca. Cheguei a me reunir com alguns amigos médicos para fundar um hospital na cidade, mas não deu certo. Os francanos não gostam muito de gente que vem de fora”, disse o visconde Guimarães.
Apesar de ter deixado a região com apenas dez anos de idade, Guimarães mantém sua ligação com a região. Tem 250 alqueires de terra divididos duas fazendas produtoras de leite. “Somos em oito irmãos, o que me leva a Rifaina a cada 15 dias”, disse ele.
HOMENAGEM
Mais do que o título de visconde, Guimarães sente orgulho em falar sobre o trabalho na área de Higiene e Saúde Pública na Zona Norte da capital paulista - Freguesia do Ó, Sé e Pirituba. Entre as conquistas para aquela região estão, principalmente, saneamento básico e canalização de córregos. Obras que só se tornaram realidade devido à atuação do visconde como médico-chefe no local. “Fui vereador por quatro anos, mas vi que não era para mim e voltei a me dedicar à medicina. Entrei para o serviço público em 1962 e fui chefe dos comandos sanitários criados por Jânio Quadros para fechar e recolher alimentos estragados padarias, açougues e supermercados, até 1988, quando me aposentei”, lembra animado.
Pelo trabalho desenvolvido em Higiene e Saúde Pública na Zona Norte da capital, Guimarães receberá mais um título, o de cidadão paulistano. A solenidade está marcada para as 19 horas desta sexta-feira, na Câmara Municipal de São Paulo.
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