“Será que estão preparados?”


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O conto não traz nenhuma palavra que os jovens de hoje já não tenham ouvido ou lido na internet. Na escola mesmo, em rodinhas (principalmente de meninos), surgem comentários até mais pesados. Não acho um absurdo mas é preciso saber como será trabalhado. Será que alunos e professores estão preparados para ler o conto em sala de aula? E se surgir uma situação de constrangimento em virtude da criação, da educação caseira que cada aluno tem? O sexo deve estar inserido no contexto das escolas e discutido também em casa. Quanto ao texto polêmico existem maneiras mais inteligentes de se abordar o assunto, produzindo discussões importantes e que, por isso mesmo, seja produtivo e eficaz.
Leandro Hespanhol
Franca - SP

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“A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano” (Voltaire). O escritor do conto polêmico serve-se da arte como má política, maquiagem do interesse escuso em expor, vender pornografia perversa, manipulá-la em prol do despudor corrupto. É, realmente, deseducativo e nocivo. Pode chegar às mãos dos mais jovens e vai induzir neles o erotismo, o que constitui um atentado contra a sociedade séria e organizada. Faz apologia da conduta adúltera, incentiva traições amorosas e contém pornografia barata. Seu palavreado é sujo e chulo. O sexismo que divulga é mais um dos ingrediente da nova ordem mundial que quer reduzir a vida a impostos, sexo e drogas, antes chamados de “pão e circo”. Os alunos aos quais o texto é oficialmente oferecido não têm maturidade para compreender essa leitura. Quem deve discutir sexualidade com os filhos, são os pais. Os professores deveriam discutir outras matérias como a miséria, a fome, a destruição do planeta, a filosofia e a sociologia. O sexo é uma dádiva de Deus e deve ser usado conforme seus mandamentos. Os jovens ainda estão em formação e, entre muita curiosidade e muito silêncio, as famílias tentam, com dificuldade, discutir sexualidade. O impacto do conto acaba sendo negativo já que o adolescente pode assimilar o modelo incorreto. Não é o sexo que suja as palavras, elas é que trazem perversidade. O sexismo deforma o pensamento crítico. Assim como a restrição é a melhor forma de combater o alcoolismo, a restrição à pornografia é a melhor forma de evitar a prostituição na adolescência. Estudos comprovam que a banalidade sexual é que leva à gravidez infantil. O conto presta-se mais um desserviço do que a uma contribuição. (...) Até parece que falta literatura quando necessitam mostrar o mundo-cão como prioridade. Baixarias jamais deveriam ter a função de educar e ensinar. Escola não é lugar para sexo. Fazê-la assim é excrescência política. O estado, que tem que ser laico, mostra-se satânico quando usa dinheiro público para promover a orgia do carnaval, a parada gay, a marcha das drogas. Vereadores deveriam fazer uma moção de repúdio à obscenidade do conto de Ignácio de Loyola Brandão distribuído nas escolas.
Carlos Matias
Franca - SP

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