Enteado confessa assassinato do mecânico da Sabesp em Patrocínio


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O delegado de Patrocínio Paulista, Leopoldo Gomes Novaes (de gravata), apresenta o revólver usado no homicídio
O delegado de Patrocínio Paulista, Leopoldo Gomes Novaes (de gravata), apresenta o revólver usado no homicídio

O metalúrgico Fabrício Eduardo Lopes, 27, confessou à Polícia Civil de Patrocínio Paulista ter assassinado o mecânico de manutenção da Sabesp de Franca, Alcino de Almeida Pires, 53, morador no Jardim Paulista. O rapaz, que é enteado da vítima, se apresentou na delegacia da cidade na última segunda-feira, acompanhado de seu advogado e confessou o homicídio. Lopes disse à polícia que matou o padrasto com três tiros. A justificativa apresentada pelo metalúrgico é que encontrou a arma no carro da vítima e acreditou que o padrasto o mataria. A polícia indiciou o metalúrgico, que responde o crime em liberdade.

 
Fabrício havia sido identificado, segundo a polícia, um dia após o crime, ocorrido na última quinta-feira. Denúncias anônimas apontavam o metalúrgico como o principal suspeito do homicídio. O rapaz foi procurado pela polícia durante todo o fim de semana, mas não foi encontrado. “No dia seguinte ao crime, nós o procuramos. Ele foi intimado a estar na delegacia para exames periciais, porém não apareceu e depois não foi mais localizado. Os investigadores Mendes e Vital, com apoio dos investigadores de Franca, Luciano, Paulo e Gustavo, cruzaram informações e conseguiram descobrir que realmente o enteado da vítima estava envolvido no crime. Ele percebeu que o cerco estava se fechando e, na segunda-feira, se apresentou com um advogado confessando o homicídio”, disse o delegado Leopoldo Gomes Novaes. 
 
Em depoimento, Fabrício contou que atirou três vezes em direção à vítima e a matou às margens da rodovia, onde o corpo foi encontrado. O enteado disse para a polícia que foi chamado pelo padrasto para o acompanhar até a cidade de Patrocínio Paulista, onde pretendia deixar seu carro para arrumar. Fabrício estava em um veículo Verona e seguia Alcino, que dirigia o Golf. 
 
No local do crime, o funcionário da Sabesp parou o carro alegando problemas mecânicos. Naquele momento, Fabrício encontrou o revólver que estava no veículo do padrasto e, pensando que a arma poderia ser usada contra ele, acabou matando a vítima. “Em depoimento acompanhado pelo advogado, o acusado disse que Alcino pediu para posicionar o Verona de forma que a luz do carro clareasse o seu. Enquanto olhava o problema, o acusado foi ao carro da vítima pegar uma lanterna e encontrou o revólver embaixo do banco. Ele questionou sobre o que a arma estava fazendo ali. A vítima foi em sua direção pedindo o revólver e o acusado atirou”, disse o delegado. 

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