A tentativa de desocupação de uma área pública de preservação permanente no Jardim Martins mobilizou autoridades na segunda-feira.
Representantes do Abrigo Provisório, Setor de Fiscalização da Prefeitura, Conselho Tutelar, Guarda Civil e Polícia Militar estiveram na Rua Guaianases para tentar convencer Helen Oliveira e Tiago Sartori a deixar o barraco junto com os três filhos dela, de 13, 8 e 4 anos. Os dois estão desempregados.
As autoridades conversaram com o casal e prometeram ajudar com emprego, alimentação, roupas e pouso no Abrigo Provisório, mas a família se recusou a deixar o local e preferiu permanecer no barraco feito com lona, telhas de plástico, madeira e bambu.
Os moradores tomam banho com água esquentada numa lata, usam o mato como banheiro e energia improvisada com a bateria do carro. Segundo a Prefeitura, a estrutura apresenta riscos, pois as telhas estão amarradas com arame apenas.
Helen já havia morado no terreno com a mãe, que ficou no local por dez anos e até construiu dois cômodos. Quando ela morreu, em 2007, Helen se mudou. Estava pagando aluguel até a semana passada, mas a dona do imóvel pediu para desocuparem a casa e ela decidiu voltar para o terreno. “Só quero ter uma casa para mim. A Prefeitura derrubou os cômodos que minha mãe fez. Eles deveriam me dar uma casa, é um direito que tenho”.
Adair Carvalho, do Abrigo, concedeu um prazo para o casal pensar e voltará ao barraco na quarta-feira para saber o que decidiu.
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