Apesar de já ter passado a data comemorativa do Dia do Soldado (25/08), face à falta de divulgação não poderíamos deixar de utilizar nosso espaço hoje para ressaltar as virtudes deste trabalhador sempre disposto a servir prontamente.
Conta-se a história de um cidadão que depois de seguir carreira militar no exército durante muitos anos, se aposentou. Certo dia, um homem que sabia de sua longa e dedicada carreira lhe pregou uma peça, gritando “sentido!!!” em plena rua quando o velho soldado andada carregando pacotes. Sem hesitar, o militar deixou cair todos os pacotes e baixou os braços lateralmente. Era de se esperar, pois esse era um gesto natural para o veterano soldado.
Esta pequena história serve para nos motivar a que sejamos assim em nossas vidas, dispostos a responder prontamente. Devemos fazer e desejar sempre o melhor em prol de nossa sociedade, praticando diariamente até que o certo se torne procedimento comum e não exceção à regra.
Em nosso País, os cidadãos têm receio de se portar corretamente como respeitadores e cumpridores de seus deveres e obrigações, pois isso parece errado frente ao comportamento da maioria dos cidadãos. Logo o sujeito é apelidado de “Caxias”, ‘CDF’ etc.
O Dia do Soldado foi fixado a partir de 1923, com o intuito de perpetuar a memória do grande brasileiro que foi Luiz Alves de Lima e Silva, Marechal do Exército, Duque de Caxias. A ele devemos nossa unidade e a grandeza nacional que ostentamos.
O momento é bem propício para que efetuemos reflexões diante do descaso de nossas autoridades em ignorar as figuras de vulto histórico pátrio, demonstrando falta de auto-estima nacional para com aqueles que lutaram bravamente em prol de nossa Pátria.
Não devemos ver a data comemorativa somente pelo seu lado militar, mas sim deve a mesma servir como oportunidade para cultuar e exortar exemplos da nossa história, repensando as atitudes necessárias por parte de cidadãos e homens públicos, principalmente políticos, quando a violência ameaça a segurança e a paz social, muitos pregam e praticam a agressão à lei e à ordem constituída; o abuso da força e das palavras que injuriam e caluniam; a corrupção dos valores éticos e morais se sobrepõem à virtude e a todos os preceitos da convivência harmoniosa. Queiram ou não é essa a realidade dos dias atuais.
Deveria o governo aproveitar melhor este dia para louvar e engrandecer a todos nós, valentes soldados brasileiros que diariamente lutamos nos campos produzindo alimentos e riquezas para nosso País, que diariamente nos enclausuramos dentro das indústrias, que labutamos na meritória arte de ensinar e transmitir conhecimentos, que comercializamos, que transportamos, que garantimos a segurança, que divertimos, que informamos etc.
Hoje a sociedade precisa ser orientada para um objetivo comum de um processo de desenvolvimento que beneficie a todos os brasileiros, baseado no incentivo à criatividade e à valorização das classes produtivas do País, se contrapondo às especulações e ao mercado de papéis que escravizam e imperializam a grande maioria dos países, favorecendo aqueles poucos que vivem em função do sacrifício e do suor dos cidadãos destas nações submissas e impotentes frente ao imperialismo global.
Os nossos atuais e futuros governantes não podem esquecer-se de que, se hoje podem alcançar e exercer o poder máximo do País, parte disso se deve a grandes patriotas de outrora, como Duque de Caxias, e que não se sintam envergonhados de destacar a grandeza destes nossos compatriotas, só por terem sido militares. O importante é que se ressalte a virtude e o exemplo a ser seguido pelos nossos jovens, ou seja, o orgulho de ser brasileiro e de amar a pátria.
Em momento tão delicado da política nacional e internacional não podem os nossos governantes se darem ao luxo de deixar passar ao largo tão importante data, capaz de despertar o sentido de civismo em sua mais plena acepção.
Não é hora de permanecermos na cômoda atitude da ignorância contemplativa e ver o tempo passar. Esta ‘anestesia social’ deve ser quebrada em prol de uma cidadania consciente. Enfim, sejamos, todos nós, bravos soldados brasileiros.
OS VOTOS BRANCOS E NULOS
Como sempre ocorre próximo aos pleitos eleitorais, somos questionados por alunos e cidadãos sobre o voto nulo e em branco. A dúvida ocorre porque o Código Eleitoral de 1932 determinava contar para as eleições proporcionais os votos em branco para definição do quociente eleitoral. Porém a Constituição Federal de 1988 excluiu do cálculo para a determinação da maioria absoluta nas eleições majoritárias (presidente, senadores, governadores e prefeitos) os votos em branco e nulos.
Dessa forma quem afirmar que caso ocorra uma eleição com mais de 50% de votos nulos, deverá ser repetida, não é a realidade. Para provocar nova eleição só se a Justiça Eleitoral declarar que mais de 50% dos votos são nulos, frutos de fraudes, falsidades, coação, interferência do poder econômico, desvio e abuso de poder, propaganda ilegal etc.
A única diferença de fato é que o voto em branco diz que para o eleitor, ‘tanto faz’ qualquer candidato. O nulo afirma que o eleitor não quer nenhum dos candidatos, mas, somados, podem eleger alguém. Em nossa opinião, para um País que alega que seu sistema eleitoral ‘é o melhor do mundo’, bem que se poderia colocar nas urnas eletrônicas uma tecla para anular diretamente o voto. Da forma que é, o eleitor tem que digitar um número errado e confirmar, porém a urna eletrônica vai indicar que o número está errado e que o mesmo deve digitar um número correto. Dessa forma os eleitores, mesmo querendo, não saberão nem como anular o voto. Ratificando, acreditamos que um cidadão consciente jamais anularia sua oportunidade de escolha.
Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário -
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