Integrantes da bancada governista realizaram, sábado, a ação mais ofensiva da atual campanha eleitoral em Franca. A abertura do comitê de apoio a Geraldo Alckmin e José Serra reuniu integrantes do PSDB, DEM, PMDB e PSC, que afinaram o discurso para empurrar as candidaturas dos tucanos. Cinco prefeitos, três deputados e dezenas de simpatizantes participaram do evento. Destacaram as realizações dos candidatos e endureceram o tom das críticas, sobretudo a Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência. “O que mais sabemos desta senhora, além do fato dela ser mulher e de ter nascido em Minas?”, perguntou o deputado federal por Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB).
O lançamento do comitê também reuniu os deputados Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM) e os prefeitos Sidnei Rocha (PSDB), Hélio Kondo (PMDB), de Cristais Paulista, Clarindo Ferracioli (PSC), o Belão, de Restinga, Marco Alves (PSDB), de Itirapuã, e Zé Dito (PSDB), de São José da Bela Vista. “Temos de mudar de atitude. Não podemos deixar que os adversários continuem o que estão fazendo. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar pela vitória”, disse Wagner Artiaga, presidente local do PSDB.
Os discursos revelaram que a base aliada não está contente com a falta de unidade em prol das candidaturas dos tucanos. As palavras união e trabalho foram as mais citadas.
“Precisamos reunir todos os prefeitos da região e cobrar empenho. Vamos dar um puxão de orelhas naqueles que não estão agarrando. Na hora de buscar recursos no governo, todos foram. Não podemos ser ingratos. Temos de trabalhar com firmeza”, afirmou Belão. Hélio Kondo também defendeu a importância do trabalho em conjunto. “Sempre fomos muito bem recebidos no governo. Precisamos nos unir e fazer o trabalho de convencimento junto aos eleitores. Prefeitos, dentro do gabinete não se ganha eleição. Precisamos ir para as ruas para dar sequência a este trabalho fantástico”. Marcos Alves disse que é possível José Serra chegar ao segundo turno e conclamou os presentes a trabalharem para que ele não perca a eleição no Estado. “Temos de acreditar e ir para o ataque. Temos que ser um único partido, uma única família”.
Anfitrião do evento, Sidnei Rocha afirmou que Geraldo Alckmin ganhará as eleições “com os pés nas costas”, mas demonstrou preocupação com a sucessão presidencial. O prefeito endureceu nas críticas a Dilma Rousseff. “Não sabemos quem é a candidata adversária e nem o que ela pensa sobre os problemas nacionais. Isso é muito grave. Não podemos permitir que o País entre em um mar aberto sem saber onde vamos chegar”. Roberto Engler disse que Serra é inigualável e que Dilma seria apenas amiga de Lula. “Quem é ela? Ela é amiga do cara. Vamos entregar o País para alguém que só é amiga do cara?”.
Depois dos discursos inflamados, o grupo de apoio a Serra e Alckmin fez uma caminhada na área central, com bandeiras, carros de som e bonecos. Ao passar pelo calçadão da Rua Voluntários da Franca, os tucanos cruzaram com Paulo Afonso Ribeiro, candidato do PT a deputado federal, que fazia panfletagem no Centro. “Esta festa da democracia é muito importante. Tenho defendido as liberdades, inclusive a liberdade política. Acho saudável esta disputa para o processo democrático”, disse ele.
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