Presas de Batatais serão transferidas para Franca


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As 134 presas da cadeia de Batatais serão transferidas para Franca. A informação foi confirmada ontem pela coordenadora de Assuntos Prisionais do Deinter-3, Ana Cristina Nucci Pirondi. A detentas irão ocupar as celas da cadeia do Jardim Guanabara, que deve passar por uma pequena reforma. A data para transferência das presas ainda não foi divulgada, porém as obras nos dois pavilhões devem começar na próxima semana. 

 
A medida foi adotada de forma emergencial porque a atual cadeia feminina de Batatais está superlotada. Com capacidade para abrigar 21 mulheres, a população carcerária da unidade era de 134 presas até ontem. A coordenadora de assuntos prisionais afirmou que a transferência deve resolver o problema vivido pelas mulheres recolhidas na cadeia feminina. “Por enquanto, o problema sim, estaria resolvido, porque a capacidade da cadeia do Guanabara é de 216 presos e, com a transferência das detentas, não vai atingir a capacidade total”, disse Ana Cristina Nucci. 
 
Para abrigar as presas de Batatais, o prédio da cadeia pública de Franca deve passar por uma reforma considerada satisfatória. A princípio, estaria no planejamento da Delegacia Seccional uma obra estimada em cerca de R$ 500 mil, mas com a situação de emergência, o projeto deve ficar para outras ocasiões. “Eu estive conversando com o Doutor Marcelo, delegado seccional de Franca, e ele pretende fazer uma pequena reforma na cadeia. A reforma emergencialmente deve começar nos próximos dias, para poder o quanto antes abrigar as presas de Batatais”, disse a coordenadora. 
 
Além de celas superlotadas, a cadeia feminina de Batatais vive também outros problemas. Familiares das presas denunciaram a falta de higiene no local e as péssimas condições em que as mulheres estão vivendo. Na semana passada a mãe de umas da detentas procurou a reportagem do GCN Comunicação, contando a situação que sua filha e outras pessoas estão passando na unidade. Segundo ela, existe a constante falta de água, além de problemas de saúde que algumas das presas estão tendo. “Algumas mulheres estão com coceira, com sarna. Não tem água na cadeia. Os colchões estão cheios de pulgas, carrapatos. Para dormir, elas têm que se revezarem. No banheiro de cada cela tem cerca de três mulheres dormindo.
 
Fiquei assustada com as péssimas condições que elas estão passando”, disse MAS, 40, mãe de uma das presas. 

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