
O sapateiro Luís Gustavo da Silva, 35, foi executado com sete tiros na manhã de ontem na Rua Francisco Frias Mesquita, Bairro Nova Franca, zona leste. A vítima estava passando de bicicleta pelo local a caminho do trabalho. O assassino descarregou a arma na vítima. A polícia contou pelo menos 13 projéteis de uma pistola calibre 380. Silva foi alvejado na cabeça, costas, perna e olho direito. Testemunhas viram um homem fugindo em uma moto preta. A Polícia Civil investiga o homicídio e trabalha com duas hipóteses: vingança ou crime passional.
O assassinato ocorreu por volta das 6h30. Não havia ninguém na rua, mas após os tiros, moradores viram uma pessoa sozinha, usando camisa amarela e saindo rapidamente do local em uma moto. “Em princípio, fomos acionados pelo rádio da viatura onde teria um indivíduo baleado e caído no meio da rua. Acredita-se numa execução, pois os disparos foram todos em direção à cabeça da vítima. No local, podemos perceber que a vítima tentou correr”, disse o cabo Peraro, da Polícia Militar.
Luís Gustavo da Silva foi morto a poucos quarteirões de sua casa. Perto do corpo foram apreendidas 13 cápsulas deflagradas. Um dos tiros atingiu a carteira do sapateiro, a bala perfurou o couro e o RG do rapaz, ficando alojada entre seus documentos. “Podemos perceber que quase todos os tiros acertaram a vítima, mas somente o laudo do legista deve identificar quantos realmente foram. Ninguém das proximidades viu o crime. Só escutaram barulho e, assim que saíram, viram um homem numa moto preta fugindo”, disse o policial.
O corpo do sapateiro foi encaminhado para necropsia no IML (Instituto Médico Legal), onde ficou constatado que Luís foi morto com pelo menos sete tiros. As investigações sobre o assassinato estão a cargo do setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Segundo o apurado pela polícia, o sapateiro não tinha passagens policiais, o único fato policial registrado sobre ele é uma ocorrência por não pagar pensão alimentícia. “Não há nenhum antecedente que ligue a vítima ao mundo do crime. Apuramos também que ele não tinha nenhuma ligação com alguma organização criminosa. Era um rapaz que, a princípio, tinha uma família sólida e tinha emprego. Então, tudo indica que possa ter ocorrido um problema entre ele e algumas pessoas”, disse o delegado da DIG, Márcio Murari.
Ontem, familiares do rapaz estiveram conversando com investigadores do Setor de Homicídios da Polícia Civil, onde passaram algumas informações, que não foram reveladas pela polícia. “As investigações estão apenas no início. Já ouvimos a família e colhemos algumas informações importantes que podem ajudar na apuração do caso”, disse Murari.