Franca tem 800 moradores em áreas consideradas de risco


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DEBATE E PREVENÇÃO - O ciclo de palestras realizado pela Defesa Civil reuniu mais de cem pessoas no salão do antigo prédio da Unesp ontem. Evento termina hoje
DEBATE E PREVENÇÃO - O ciclo de palestras realizado pela Defesa Civil reuniu mais de cem pessoas no salão do antigo prédio da Unesp ontem. Evento termina hoje

Oitocentos francanos moram em áreas de risco na cidade. As casas foram construídas em locais inadequados com risco de erosão que provoca trincas, rachaduras e até desabamentos. Os pontos críticos estão em bairros como Dermínio, Vila São Sebastião e Miramontes onde existem voçorocas e os terrenos podem se movimentar e comprometer a estrutura das edificações. O comandante dos Bombeiros e presidente da Defesa Civil em Franca, Capitão Alexandre dos Santos, assegura que não há risco iminente de desabamentos, mas ressalta que durante as chuvas o problema se agrava e os locais precisam ser monitorados. 

 
O número de moradores em áreas de risco reduziu consideravelmente nos últimos seis anos: 80%. Segundo o Capitão Alexandre Wellington, presidente da Defesa Civil em 2004, quando foi feito o primeiro levantamento, existiam na época 3,6 mil pessoas morando nestas condições. Neste ano são 800. O primeiro mapeamento apontou que as pessoas estavam alojadas em áreas de risco no Tropical, Brasilândia, Dermínio, Paulistano, Campo Belo e outros bairros por terem construído ou ocupado lotes impróprios. “Os loteamentos foram autorizados sem que tivesse um estudo do solo, o que resultou na ocupação inadequada. Isso implica na realização de obras e monitoramento da Prefeitura e Defesa Civil para garantir a segurança e proteção à vida das pessoas”, disse ele.
 
Os casos mais graves sofreram intervenções. As famílias que corriam risco de vida foram remanejadas de imediato, como as residentes em casas próximas à erosão no Dermínio. A Prefeitura investiu R$ 1 milhão na desapropriação de 23 imóveis do bairro que podiam desmoronar. Moradores de outros pontos com erosão na Vila São Sebastião, Brasilândia e Paulistano, segundo Capitão Wellington, foram removidos também ou as áreas de erosão foram contidas e não há mais risco. Com essas mudanças, o número de francanos em áreas comprometidas reduziu para 800.
 
Os Bombeiros têm 33 voçorocas mapeadas em Franca e se prepara para monitorá-las no período chuvoso. “As áreas de risco onde vivem as 800 pessoas estão estabilizadas e sofrem mudanças em decorrência da ação das chuvas. Faremos o acompanhamento constante delas e, a qualquer sinal de risco, realizaremos, em conjunto com a Prefeitura, remanejamento dos moradores”, disse Capitão Alexandre dos Santos.
 
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) participou da abertura do Caem (Ciclo de Palestras em Administração de Emergências para Municípios), onde a Defesa Civil apresentou o balanço das zonas de risco. Ele fez um balanço dos investimentos feitos pela Prefeitura, que contou com a parceria do governo estadual, para prevenir enchentes e erosão. Desde 2005 foram investidos R$ 26 milhões para combater 25 voçorocas; alargar os Córregos dos Bagres e Cubatão e construir um parque alagável no Córrego Espraiado (leia mais sobre o Caem nesta página).

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