Cuidados na rede internet


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Em Franca, mãe diz que filha foi estuprada por jovem que conheceu via internet. Em Piracicaba, mãe ficou atônita ao receber e-mail sobre desaparecimento de seu bebê, que na verdade nunca ocorreu. Em S. José do Rio Preto, adolescente de 13 anos teve a vida atazanada com invasão em seu site de relacionamentos.


Os três casos são reais, ocorridos no Interior Paulista e foram noticiados no fim de semana pelos jornais da Rede APJ nessas cidades. Os episódios são apenas uma amostra dos problemas causados pela exposição de informações e imagens pessoais na internet, especialmente em sites de relacionamento.


Vale a pena analisar cada um dos episódios, porque servem de parâmetro para prevenção de adultos, jovens e crianças em relação ao novo mundo. O cuidado é cada vez mais necessário à medida que o uso da internet se expande no País, inclusive em faixas populares, incentivado por programas do governo, como em Araraquara, onde a instalação de novas antenas de internet grátis ampliará o acesso à população.
 

A internet se massifica e com ela surgem os seus amplos benefícios - interatividade, rompimento de barreiras geográficas e pesquisa sem limites, entre outras conquistas sociais. A outra face é a invasão de privacidade e riscos de segurança em situações ainda ignoradas pela maioria dos usuários até sentir na pele o dissabor da manipulação. A culpa, claro, não pode recair na tecnologia. Mas é preciso ter consciência que as inovações mudam a vida das pessoas e é preciso se adaptar a elas.
 

O caso de Franca veio a público quando uma mulher registrou boletim de ocorrência para dizer que a sua filha de apenas 11 anos estava se relacionando com rapaz de 18 que conheceu na internet, segundo informou o Comércio da Franca. Ela acredita que a menor manteve relação sexual. Despertou para o fato porque a menina saiu de casa à noite, dizendo que iria à casa de uma colega e não voltou a tempo. Fatos como esse são mais corriqueiros do que se imagina, alertam as autoridades para pais e educadores.
 

O caso de Piracicaba é ardiloso. Diversas pessoas receberam mensagem eletrônica alertando sobre uma criança que teria desaparecido do carrinho no centro da cidade. A mensagem fazia apelo emocional para divulgar “ao maior número possível de pessoas” as fotos do bebê supostamente sequestrado. Uma dona de casa de 25 anos também recebeu o e-mail. Era seu filho, de um ano. Descobriu depois que as fotos foram baixadas do álbum no perfil do Orkut. Especialista disse ao Jornal de Piracicaba que o objetivo de quem criou a falsa mensagem é capturar os endereços de e-mails para uso comercial em listas de propaganda conhecidas por spam.


O caso de Rio Preto ocorreu há dois anos, quando a menina teve a página do Orkut invadida. O invasor causou intrigas no círculo de amizades da garota ao enviar mensagens com xingamentos para suas amigas. Ela disse que foi um período muito difícil em sua vida, mas que aproveitou o episódio para aprender a se defender desse tipo de intimidação. Esse tipo de violência virtual, segundo o Diário da Região, é conhecida como cyberbullying e representa um dos maiores riscos da internet para adolescentes brasileiros que utilizam a rede, conforme pesquisa realizada pela uma ONG.

 

JUNDIAÍ À FRENTE
Quem adota o pensamento catastrofista e só enxerga a destruição da natureza, acaba não vendo a evolução na consciência ambiental. O exemplo de Jundiaí mostra que há motivos para esperança. Desde a segunda-feira, clientes de supermercados terão de se adaptar às novas opções oferecidas para o transporte das compras. As sacolinhas de plástico, que demoram para se decompor no meio ambiente, foram simplesmente abolidas na cidade. O Jornal de Jundiaí percorreu os supermercados de Jundiaí para verificar se a lei estava mesmo sendo cumprida. Está. Comerciantes e consumidores reabilitaram até as velhas caixas de papelão. Só um supermercado deixará de distribuir 1 milhão de sacolinhas por mês. Empresários foram à Câmara assinar compromisso de manutenção da campanha.


JORNALISMO REGIONAL
O jornalismo brasileiro chora o desaparecimento da versão impressa do Jornal do Brasil, do Rio, responsável por conceitos gráficos e editoriais há meio século que perduram até hoje. Em compensação, a imprensa regional brasileira dá sinais de vigor e crescimento, segundo foi evidenciado no último Congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), no Rio de Janeiro, dias 19 e 20 de agosto. A razão disso é que o jornal local exerce o papel da mediação entre o Poder Público e a comunidade. Vida longa para os jornais regionais. Exemplo disso é o Jornal de Limeira, que transmitirá ao vivo pela internet as sabatinas com candidatos a candidatos a deputado, conciliando a tradição do jornalismo clássico impresso em papel com a modernidade – desafio que tem sido enfrentado com êxito pelos jornais que compõem a Rede APJ.

 

Wilson Marini
wmarini@apj.com.br

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