O momento mais tenso da entrevista foi quando Cristiano Rodrigues, o Crico, foi questionado sobre a união civil de homossexuais, um tema que se mostra delicado para ele, católico fervoroso. Nas sabatinas com os candidatos a prefeito em 2008, Crico disse que, se eleito, auxiliaria os homossexuais disponibilizando psicólogos e assistentes sociais.
Perguntado, ontem, se mantinha a mesma opinião emitida na sabatina de 2008, ele perdeu o controle e tentou atribuir a afirmação ao jornalista Corrêa Neves Júnior. “Quem recomendou isto foi você, Júnior”. O jornalista o rebateu na hora: “Eu não. Jamais recomendaria isto até porque sou plenamente favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo”.
Novamente inquirido sobre sua opinião a respeito do tema, o candidato evocou sua fé religiosa para dizer que não concorda com o casamento gay. “Sou contra, pois acredito na sagrada família, nas forças da natureza e do espírito santo”.
Corrêa Neves Júnior estava certo sobre a posição do candidato. Na sabatina de 2008, o tema já havia provocado desconforto no candidato. Ele disse que não julgava os homossexuais e que iria “ajudá-los” caso eleito. “Vou auxiliá-los naquilo que for possível em termos de aparelhamento do Estado, com psicólogos, assistentes sociais”.
No começo da noite de ontem, mais calmo, Crico disse que teria sido mal interpretado ao fazer o comentário. “Pode ter tido esta interpretação, mas não foi uma afirmação minha. Não vejo o homossexualismo como uma doença. Eu disse que a estrutura do Estado ficaria à disposição, independentemente, da pessoa. Todos nós podemos precisar de psicólogo”.
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