“A culpa é nossa”


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Interessante a candidatura do humorista Tiririca. Também é a do estilista vilipendiador de túmulos, Ronaldo Esper. Mostram o quanto pode ser democrática a escolha de nomes de candidatos. Tem para todos os gostos. O critério “este ou aquele candidato presta ou não”, fica para cada eleitor resolver. O show de “democrático” horror que o horário político proporciona leva a inevitáveis reflexões: a que ponto chegamos?! Para onde vamos?! A culpa pela anarquia institucional das cadeiras do congresso nacional, do senado federal, das assembléias estaduais e das pequenas câmaras municipais é toda nossa. Os votos mal resolvidos que depositamos nas urnas através dos anos, são o fruto da ausência de educação que gera pouca - ou nenhuma - cidadania. Somos o que nos tornamos e, passivamente, aceitamos o que vamos criando. Temos, no entanto, que mudar isso. E tem que começar com os que são escolhidos para serem candidatos. Devem treiná-lo para conhecer profundamente a função à qual se candidata, quais serão suas atividades. E devem fazer mesmo que não aceitem. Em toda profissão é necessário preparo, formação adequada por menor que seja e eu não vejo porque na política pode ser diferente. Volto ao Tiririca. A meu ver, ele é um destes famosos candidatos laranja. É fácil saber que muitos vão votar nele. As chances do “abestado” ou “candidato lindo”, como ele diz, conseguir uma cadeira na Câmara Federal, é grande. E tem mais: além dos votos que precisa, contribuirá em muito para a somatória para levar, consigo, vários outros candidatos. A culpa é nossa, que não sabemos que isso acontece desta forma. Um show de horror e de falta de cidadania.
Antônio de Pádua Pinto Filho
Conselheiro deste jornal -Franca - SP

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Humoristas estão proibidos de fazer humor utilizando candidatos e candidaturas políticas. Pois bem. Por que não proibiram também os candidatos de tratarem os eleitores como palhaços? Vejam as frases que o humorista Tiririca vem usando em sua campanha, certamente reflexo do que pensa ser o eleitor brasileiro. O pior é a certeza de que receberá muitos votos, já que o brasileiro geralmente vota em alguém que já viu ou conhece. Estamos fritos. Tenho recebido incontáveis e-mails falando da ficha de alguns candidatos, com informações que chegam a arrepiar. Ainda assim, a maior parte do eleitorado ainda se deixa influenciar pela televisão e votará mal, infelizmente. (...).
Celso Utzig
Franca - SP

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