Fanca voltou a ficar sem água pelo segundo dia consecutivo no sábado, 28. Como esperado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o consumo foi muito alto e não foi possível suprir toda a demanda. Cerca de 60 bairros - ou 30 mil imóveis - foram afetados pelo corte no fornecimento de água. Apesar de não chover em Franca há quase 90 dias, o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia, disse que a produção está normal e que a falta d’água foi provocada pelo uso exagerado por causa do tempo seco e calor intenso dos últimos dias. Hoje a previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de que os termômetros cheguem a 35ºC na cidade.
A Sabesp adotou ontem racionamento entre os bairros. Parte dos reservatórios foi fechada ao meio-dia e seria reaberta à noite. O desabastecimento atingiu bairros em diferentes regiões como City Petrópolis, Redentor, Planalto, Éden, Chico Júlio, Aeroporto e alguns que já haviam ficado sem água na sexta-feira, como Brasilândia, Vila Aparecida e Paulistano. “Realmente estamos vivendo nosso inferno astral, porque desde sexta-feira o consumo está muito elevado, muito além do que poderíamos prever. Sábado já era previsível porque sempre foi o dia de maior consumo”. Rui Engrácia descarta problemas no fornecimento neste domingo. “No domingo o consumo é menor e esperamos regularizar os reservatórios”.
Ontem foi a segunda vez que os francanos ficaram sem água. Na tarde de sexta-feira, bairros da Zona Leste foram afetados pela interrupção. Aproximadamente 22 mil imóveis em 40 bairros foram atingidos.
Na sexta-feira, a Sabesp havia anunciado racionamento para que os locais afetados pela falta d’água na sexta-feira não revivessem o problema neste sábado, mas a companhia não conseguiu cumprir o prometido. “Pedimos desculpas para o pessoal do alto da Capelinha, de bairros como Brasilândia e Paulistano que foram sacrificados novamente neste sábado. O consumo na sexta-feira foi muito alto e os reservatórios não conseguiram ficar 100% completos”.
USO CONSCIENTE
A população deve economizar para evitar que o abastecimento volte a ficar comprometido. “Sei que está calor, a casa empoeirada, mas a manutenção da casa deve ser feita de maneira mais racional para não termos problemas no abastecimento. Se o pessoal continuar usando como está, em algum momento todos terão problema. Se todo mundo usar bem, ninguém ficará sem”, explicou Rui Engrácia.