Obras do Bagres/Cubatão afastam fregueses da região


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MOVIMENTO ESCASSO - Trânsito de veículos na Avenida Rio Amazonas caiu drasticamente com as obras nos córregos
MOVIMENTO ESCASSO - Trânsito de veículos na Avenida Rio Amazonas caiu drasticamente com as obras nos córregos

Estacionamentos vazios, funcionários de braços cruzados e pouco trânsito em duas das avenidas que até junho estavam entre as mais movimentadas de Franca. Desde que começaram as obras de combate às enchentes no complexo Bagres/Cubatão, os comerciantes das avenidas Rio Amazonas e Seringueiras e do entorno do Galo Branco amargam prejuízos por conta da falta de clientes. Lojas de calçados, de presentes, oficina, prestadores de serviços, bares, supermercados e postos de combustíveis chegam a ficar mais de uma hora sem atender um único consumidor. Preocupados, os empresários criam estratégias de marketing para espantar o marasmo e contam ansiosos os dias que faltam para a liberação do trânsito.


A obra de alargamento e aprofundamento do leito dos córregos começou no 21 de junho e só deve ser entregue na segunda quinzena de outubro. Para a execução dos serviços, a Prefeitura alterou o trânsito na região. A mudança acarretou em queda instantânea no número de veículos que passavam anteriormente pelas vias.


Proprietário da Dime Store, José Berdu Graneiro diz ter perdido as vendas do Dia dos Pais no começo do mês e agora está apreensivo em relação ao próximo Dia das Crianças, em 12 de outubro. “É a nossa segunda melhor data para vendas. Se a obra não for entregue antes, vou perder também este movimento”. Antes do trânsito ser reduzido na avenida, o empresário chegou a contar um fluxo de 103 carros por minuto em horário de pico. Na última sexta-feira, convidado a fazer o cálculo novamente, conseguiu registrar apenas um veículo no mesmo intervalo. Na tentativa de reverter a queda, Berdu instalou placas de sinalização em pontos movimentados da região, indicando o trajeto para a loja.
 

Especializada em venda e manutenção de balanças, a Técnica Balanças vê seus clientes reclamando da dificuldade encontrada para chegar até o local e dizendo que só não deixam de comparecer em razão da necessidade do serviço prestado. “Se não fosse o movimento gerado pela manutenção, a situação seria pior, pois vendas foram mais afetadas”, disse a funcionária Rejane de Paula.


Em uma oficina de veículos, o pátio estava vazio e os funcionários ociosos. Sem muitas alternativas, o gerente organizou um sistema de leva e traz dos carros e intensificou a divulgação dos serviços oferecidos junto aos clientes. No Carrefour, é perceptível a queda de clientes em dias de pagamento. Antes, filas enormes se formavam nos caixas e no posto de combustível existente no local. Agora, o movimento é pequeno e o estacionamento está quase sempre com dezenas de vagas vazias.
 

Para o gerente do posto Mário Roberto (na saída para Ribeirão Preto), João Manoel, a obra deveria ser mais rápida e também realizada aos finais de semana. Na sexta-feira, por volta das 16 horas, poucos funcionários trabalhavam na execução dos serviços. “Sabemos da importância da obra, porém acredito que ela poderia ser mais agilizada, trabalhando sábado e domingo e à noite”. No posto, as vendas caíram de 250 mil litros de combustíveis mensais para 90 mil litros. Uma redução superior a 60%.
 

Na pista contrária, a loja do posto Galo Branco que anteriormente recebia em média mil pessoas dia, teve queda de 20% no movimento. Segundo a gerente Maria da Glória, os clientes tinham receio de ir até o estabelecimento e não conseguir voltar com facilidade. “Não se compara ao movimento do mesmo período do ano passado, mas tem melhorado com a abertura do trânsito”. No Boteco do Lu, o empresário Luciano Carvalho precisou realizar promoções e aumentar o investimento em marketing para não ter redução no faturamento, ainda assim tem contabilizado nos últimos 60 dias uma diminuição de até 30% no lucro.

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