Com 21 vagas, cadeia de Batatais abriga 137 detentas


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Imagem de arquivo mostra policiais fazendo revistas em celas da cadeia feminina de Batatais
Imagem de arquivo mostra policiais fazendo revistas em celas da cadeia feminina de Batatais

A cadeia feminina de Batatais voltou a estar superlotada. O local com capacidade para 21 pessoas estava abrigando 137 presas, distribuídas entre as seis celas da unidade. Uma média de 22 presas por cela.

Sábado, a mãe de uma detenta denunciou as “péssimas” condições que, segunda ela, as mulheres estão vivendo. Além da lotação, a mãe de uma das presas, também denuncia a falta de água em alguns dias da semana e mulheres com problemas de saúde juntas num mesmo local.

Funcionários da cadeia foram procurados pela reportagem do GCN Comunicação, mas não quiseram comentar as denúncias.

A superlotação da cadeia feminina, segundo a dona de casa MAS, 40, mãe de uma das detentas, tem obrigado as presas a se revezarem até mesmo para dormir. “Minha filha se encontra presa há oito meses. Para dormir, uma tem que ficar sentada para outra dormir. Está cheio de pulga, carrapato, algumas mulheres estão com coceira, com sarna. Não tem água em alguns dias da semana. No banheiro de cada cela tem cerca de três mulheres dormindo. Fui lá na quarta-feira e fiquei assustada com as péssimas condições”, disse a mãe de uma das presas.

O delegado Luiz Carlos de Almeida, responsável pela corregedoria da Polícia Civil e assistente da Seccional, informou que irá se reunir com a coordenadora de assuntos prisionais do Deinter-3 na segunda-feira. “Estaremos verificando as denúncias e informando para a coordenadora prisional da nossa região. Recentemente já fizemos um remanejamento, transferindo algumas presas para Orlândia. Vamos apurar a situação narrada pela denunciante e, com certeza, medidas serão adotadas”, disse o delegado.

Não é a primeira vez que a cadeia de Batatais vive a superlotação. Em meados de 2008, as seis celas de 18 metros quadrados cada chegaram a ter mais de 100 detentas.  

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