O deputado e ex-presidente da Câmara Federal, João Paulo Cunha (PT), visitou Franca, Ribeirão Corrente e Ipuã ontem. O candidato está em campanha para o quinto mandato consecutivo em Brasília. Acompanhado por militantes do partido, ele visitou a sede do GCN Comunicação. João Paulo disse que o cenário político nacional é favorável aos candidatos do PT. “O ambiente é bom para nós que somos considerados do time de Lula. O clima é favorável pelas coisas que foram feitas e, agora, pela renovação da esperança na pessoa da presidente Dilma”. Otimista, ele acredita que a eleição presidencial acaba já no dia 3 de outubro e que a onda Lula levará Aloizio Mercadante para o segundo turno em São Paulo.
João Paulo foi o deputado federal mais votado do PT nas eleições de 2006 ao receber 178 mil votos. É considerado um dos expoentes do partido. Acompanhado de assessores e do candidato a deputado estadual, Gilson Pelizaro, ele foi entrevistado ao vivo na Rádio Difusora e recebido na Sala Horizonte pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN. A sucessão presidencial e no Estado foi o tema central da conversa. Ele disse que a situação econômica do País é um trunfo para a eleição de Dilma Rousseff. “O PT também acertou na sua política, nas suas alianças e na montagem dos palanques no estados. O nosso programa de televisão está muito bom. Acho que a Dilma ganha a eleição. Se for no primeiro turno, melhor”.
O deputado admitiu que a disputa em São Paulo é mais dura. Ele acredita que se o PT chegar até meados de setembro com 32% das intenções de voto - percentual que historicamente atinge na véspera da eleição - Mercadante levará a disputa para o segundo turno. “Com o clima nacional de que a Dilma ganhará no primeiro turno e com a força do Lula, a candidatura do Mercadante receberá um empurrão. A tendência é de que o Alckmin caia. Agora, se demorar para crescer, perdemos a eleição”.
João Paulo também falou sobre o projeto ficha limpa e disse que os eleitores vão saber separar o político honesto do corrupto. Em 2005, ele foi um dos 40 envolvidos no escândalo do mensalão ao ser descoberto um saque em nome da sua mulher nas contas das agências do publicitário Marcos Valério, acusado de ser operador do esquema. O deputado foi absolvido pela plenário da Câmara e disse ter sido vítima de uma injustiça. O processo está no Supremo Tribunal Federal.
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