Inesquecível a festa de aniversário que aconteceu em meio a nossos familiares e amigos, naquela aprazível noite de 24 de julho passado. Para essa festa tudo preparado com zelo e carinho e em todos os detalhes, nenhum foi esquecido.
Tão bela quando a festa, a gentil aniversariante, tia Amélia adentrando o salão para comemorar os seus 100 anos de vida. Difícil saber o que se passava no momento, naquela cabecinha de cabelos loiros, mas Amélia Calixto Abdalla sorria parecendo muito orgulhosa pelos filhos que a acompanhavam com incontida emoção pois era aquela a noite de gala da mãe querida. Fauzi, Abdalla e neto Alexandre, este a representar o Ramize, saudoso pai, e as noras Bete, Lucia, Mariazinha e Adriana, todas solícitas ao lado da aniversariante.
Um gesto próprio de tia Amélia é o beijar as mãos das pessoas e, na sua noite, os seus tantos beijos foram distribuídos sem reservas e em profusão às pessoas que vinham cumprimentá-la.
A aniversariante vestia um conjunto bege com bordados em brilho sutil; a maquiagem suave, os cabelos loiros penteados com graciosidade e nos pés pequeninos, macias sapatilhas douradas. Num dos braços uma bela pulseira de ouro, lembrança do sempre saudoso e querido esposo Jamil Abdalla; um xale parecendo bem quentinho a colorir-lhe os ombros. Nem os arranjos sobre as mesas cobertas com toalhas brancas, nem as flores das mais belas cores, nem as luzes que iluminavam o salão, nada a ser comparado ao brilho dos olhos azuis de tia Amélia.
Belas homenagens foram prestadas pelos filhos Fauzi e Abdalla bem como o convidado especial padre Ovídio, que derramou bênçãos e louvores sobre a aniversariante e convidados. Alexandre quis falar, mas não conseguiu; chorou. Fauzi ainda inspirado levou as pessoas a cantarem: “Amélia não tinha a menor vaidade, Amélia que era mulher de verdade”; e a banda empenhada em músicas do passado continuou.
O cardápio, um mundo de delicias árabes, acompanhadas por requintadas bebidas, além dos doces exóticos em diferentes sabores. Odaliscas sensuais em danças do ventre povoaram com certeza os sonhos de muita gente, naquela noite.
Presentes para a aniversariante foram simplesmente ofertas de alimentos não perecíveis que em dias seguintes foram distribuídos entre igrejas, creches, lar dos idosos e casas de aconchego. Valeu!
Passada a festa fico a pensar em quantas histórias foram contadas e quantas outras relembradas ali naquele salão num tititi de familiares e amigos, muitos dos quais vindos de cidades distantes e que há muito tempo não se viam, todos querendo abraçar a todos.
O local da festa, um bonito salão, o Genesis. Carlos Eugenio Bittar não mediu esforços para o sucesso da festa de 100 anos da nossa querida tia Amélia.
Farisa Moherdaui
Professora
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