Cortador que matou mulher estrangulada reconstitui o crime


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Peritos criminais, policiais e o cortador André, que confessou o assassinato da esposa
Peritos criminais, policiais e o cortador André, que confessou o assassinato da esposa

O Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) reconstituiu na manhã de quinta-feira o assassinato da cabeleireira Janete Aparecida Chacon, 35 anos. A vítima foi estrangulada dentro de seu apartamento pelo próprio marido, o cortador André Juliano Pessoa, 25 anos, que confessou o assassinato. O acusado voltou à cena do crime, na Rua Alberto de Azevedo, acompanhado do delegado Márcio Murari e de peritos da Polícia Científica. O autor foi preso um dia antes da polícia ter encontrado o corpo de Janete. Ele foi flagrado quando tentava roubar três veículos na região do posto Galo Branco, na manhã de 14 de agosto. 

 
Ontem, André Pessoa detalhou para a polícia como cometeu o crime. A reconstituição faz parte do processo de apuração no inquérito que indiciou o cortador por homicídio. Durante a encenação, o acusado disse que teria matado a companheira enforcada e não havia a agredido. A polícia acredita que o cortador escondeu alguns detalhes do assassinato. “Claro que algumas coisas que ele diz é em prol à sua defesa. A necropsia constatou lesões na vítima, que ele afirma que não fez. São alguns hematomas no rosto e na cabeça que a gente acredita que ele possa, sim, ter agredido a mulher com golpes de socos e até mesmo usado algum tipo de instrumento”, disse o delegado. 
 
A reconstituição durou pouco mais de meia hora. Durante o período em que esteve dentro da casa, relembrando a noite do crime, André Pessoa confirmou para os peritos estar bastante arrependido e em alguns momentos chegou a chorar. “Ele chegou em certos momentos a se emocionar quando viu as fotos dos filhos. Sobre o assassinato, a reconstituição serve para a conclusão do inquérito, que em breve será relatado para a Justiça, onde ele irá certamente responder por este crime”, disse Murari. 
 
Em depoimento à polícia, o cortador disse que matou sua companheira na noite de sexta-feira, 13 de agosto. O corpo da cabeleireira foi localizado por seus familiares, dois dias depois, na tarde de domingo, que acharam estranho a falta de contato com a vítima. Uma irmã e um cunhado de Janete foram à casa dela e, com ajuda de um chaveiro, entraram no imóvel. Eles descobriram que a mulher estava morta sobre a cama de casal no quarto do imóvel. Segundo André declarou à polícia, a morte de Janete ocorreu durante uma briga entre o casal. O acusado permanece preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Ele responde pelos crimes de tentativa de roubo e homicídio. 

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