Operação da Polícia Civil resulta em 120 abordagens no Centro


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Policiais civis entram em casa abandonada no Centro da cidade à procura de suspeitos
Policiais civis entram em casa abandonada no Centro da cidade à procura de suspeitos

 Polícia Civil de Franca realizou na tarde de ontem uma operação visando combater furtos e roubos na região central. Durante quatro horas, todos os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) realizaram ações em vários pontos com patrulhamento e abordagens de pessoas suspeitas. Ao final da operação, a polícia abordou 120 pessoas, vistoriou 42 veículos e apreendeu mais de 300 pares de tênis falsificados. Na região onde a polícia realizou a operação, nenhum crime de roubo ou furto foi registrado. 

 
A ação foi organizada pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil com base em investigações que apontam os locais que registram a maior incidência de furtos de veículos e roubos a pedestres na área central de Franca. “Nossos agentes do Centro de Inteligência fazem levantamentos diários dos crimes que atormentam a população. Nós, então, com base nestas informações, montamos esta operação num horário diferenciado, que começou às 13 horas, e podemos verificar que conseguimos um bom resultado. Acreditamos que ações desta natureza ajuda a coibir crimes e mostra que estamos atentos também, trabalhando para evitá-los”, disse o delegado Daniel Paulo Radaelli, que comandou a operação. 
 
Pelo levantamento feito pela Polícia Civil, grupos de marginais costumam agir em locais próximos a hospitais praticando furtos de veículos e assaltando pedestres na saída de bancos. Os policiais também patrulharam o Bairro da Estação e as avenidas Brasil e Presidente Vargas. A ação foi realizada nos mesmos moldes da operações da Polícia Civil em dias de pagamentos. Para Radaelli, a mudança de data para as abordagens foi estratégica. “Nós temos feito a Operação Pagamento desde o início do ano, mas também estamos realizando ações em datas e horários incertos e de imediato. Este também é um serviço preventivo especializado”, disse o delegado. 
 
Diversas casas abandonadas da região central foram invadidas pela polícia, que buscava criminosos escondidos nestes locais. “Numa casa perto do Hospital Regional, fizemos buscas à procura de suspeitos. Não havia ninguém no local, mas ficou constatado que o imóvel vem servido de esconderijo para viciados e desocupados. A prefeitura será informada da situação e o proprietário deverá ser notificado”, disse o delegado. 

APREENSÃO DE TÊNIS
Numa ação integrada entre os agentes da DIG e Dise, 316 pares de tênis falsificados foram apreendidos. Um veículo Omega em alta velocidade com quatro homens em seu interior, na Avenida Brasil, despertou a atenção dos investigadores Marcos Euclides e Renato Silva, que seguiram o carro até uma residência no Jardim Paulistano. “Vimos que o motorista estava dando ‘cavalo de pau’ na via e o seguimos com uma de nossas viaturas descaracterizadas. Os ocupantes entraram em uma casa e logo um deles saiu no mesmo carro. Abordamos o suspeito e constatamos que dentro do veículo havia vários pares de tênis falsificados. Voltamos e entramos na casa, onde mais tênis de várias marcas falsificadas foram apreendidos”, disse Euclides. 

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