Escravos da corrupção


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As riquezas do mundo podem ser representadas por um grande bolo? Alguns ‘gênios’ da ‘economia socialista(?)’ acreditam e discursam nos quatro quadrantes da terra gritando que esse bolo tem de ser repartido entre todos. O imbróglio subentende que riqueza é algo estático, e é só um grupo de demiurgos que estão muito além de bem e de mal, gurus da felicidade e da sabedoria suprema tomarem o poder e distribuí-la a todos os viventes e os problemas do mundo se resolverão.


Com base nesse raciocínio que a ‘KGB mental brasileira’ instalou no inconsciente nacional, vou descrever fato que ocorreu no Ceará. O título da notícia é: ‘500 mulheres no Ceará’, uma iniciativa do Sinditêxtil (Sindicato da Indústria Têxtil). em parceria com Governo do Estado para formar costureiras para a indústria têxtil, cujo setor é de extrema importância para a economia daquele Estado.
 

Fundamentado no ‘princípio da igualdade de todos perante a lei’, o Governo exigiu que as mulheres que seriam capacitadas para a atividade fossem todas beneficiárias do ‘Bolsa Família’. Observem a afronta aos direitos constitucionais. O acordo foi fechado com o governo enviando os recursos, o SENAI entrou com a formação das costureiras e o Sinditêxtil, com o envio dos cadastros das formadas para a indústria que está sempre em busca dessas profissionais em virtude da carência de mão-de-obra. O curso de formação de costureiras com duração de 120 horas/aula terminou recentemente. O número de contratação pela indústria têxtil do Ceará foi zero. Isso mesmo. Zero. Motivo? As mulheres não negociam o ‘Bolsa Família’. Jamais trabalhariam de carteira assinada. Sem trabalho e sem desenvolvimento humano é possível existir riquezas? Isso, sem contar a afronta à Constituição e o dinheiro desperdiçado. A pergunta que não se cala é: ‘Como podem tantos brasileiros endividados com bancos; que convivem com uma carga tributária que chega a 27,5% ao mês, ficarem inertes diante disto?”. Olavo de Carvalho escreveu um artigo questionando. Comenta que quando alguém contesta alguma coisa a discussão se desenrola em âmbito preferencial: ‘eu acho isso’, ‘eu penso aquilo’ ou ‘detesto isso’. E, por ai, ficam. O centro da questão não é atingido. Contentam-se em comentar temas periféricos sem se darem ao suplício da leitura cuja prática é fundamental para que haja o debate e a busca pela verdade.


Nesse caso, se a pessoa não tem condições de comprar jornais, nem livros, há um livro que todos podem ter em casa e que se presta a oferecer pistas sobre o momento decisivo pelo qual atravessa essa civilização: a Bíblia Sagrada. Na Segunda Epístola de Pedro, no capítulo 2, consta uma advertência contra os falsos mestres. São Pedro discorre sobre pessoas que engodam, enganam no falar. O discurso delas está em franco descompasso com a realidade em que vivem. Diz o autor sagrado que essas pessoas excitam as almas inconstantes com seus discursos inflamados e que exercitam a ganância, a vaidade, a preguiça e que, sobretudo amam a injustiça. Afirma, ainda, que prometem a liberdade, mas que eles mesmos são escravos da corrupção. Existe algum operário que após implantar o projeto da revolução retornou ao seu antigo emprego e deu continuidade àquela vida humilde e simples de outros tempos?

 

Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora

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