Delegado diz que vai indiciar candidato por homicídio culposo


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Mais de dois meses após a tragédia com três mortos, o candidato Tirso Meirelles ainda não deu explicações à polícia. O caso é apurado pela Polícia Civil de São Joaquim da Barra. Inicialmente, como forneceu endereço residencial de Franca, ele seria ouvido por carta precatória na cidade, o que não aconteceu.

 
Como o candidato está fora, o delegado José Bernardino Alecrim, do 1º Distrito Policial de São Joaquim da Barra, responsável por apurar as causas do acidente, solicitou a precatória de volta, na primeira semana de agosto, para enviá-la a São Paulo, onde o político encontra-se. Na tarde de ontem, o policial disse que Tirso Meirelles ainda não foi ouvido.
 
O delegado Bernardinho revelou que o laudo elaborado pela Polícia Científica foi inconclusivo e não ajudou a esclarecer quem provocou o acidente. Por meio do GPS da caminhonete, a polícia apurou que o candidato dirigia com excesso de velocidade. A equipe de investigação pretende ouvir testemunhas para poder relatar o inquérito à Justiça. “Não é por causa de um laudo que vou encerrar as investigações. A apuração continua e vamos ouvir algumas pessoas. Ao final, vou indiciá-lo por homicídio culposo (sem intenção de matar)”, afirmou o policial.

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