Tirso Meirelles alega problemas médicos para não vir à sabatina


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ESTRUTURA DESMONTADA - Marlus Dany, técnico de TV do GCN, retira púlpito que seria usado por Tirso Meirelles no auditório em que são realizadas as sabatinas: candidato alegou motivos de saúde para justificar ausência na entrevista
ESTRUTURA DESMONTADA - Marlus Dany, técnico de TV do GCN, retira púlpito que seria usado por Tirso Meirelles no auditório em que são realizadas as sabatinas: candidato alegou motivos de saúde para justificar ausência na entrevista

 

O candidato a deputado federal pelo PSDB, Tirso Meirelles, não participará da sabatina do GCN Comunicação prevista para hoje. Em correspondência assinada pelo seu advogado, Luiz Flávio Borges D’urso, presidente estadual da OAB, ele alegou que está impossibilitado de comparecer ao evento por se encontrar sob tratamento para curar “graves lesões sofridas” no acidente em que se envolveu há dois meses. A carta é acompanhada de um atestado médico informando que ele teria sofrido fraturas na coluna, quadril, tíbia e lesão no joelho. Três pessoas de uma mesma família morreram no desastre. Tirso ainda não prestou depoimento à polícia. 
 
No dia 19 de junho, após participar de uma festa de aniversário em Guaíra, o candidato retornava sozinho para Franca dirigindo uma caminhonete Ford Edge V6 preta. Na altura do quilômetro 87 da Rodovia Prefeito Talarico, próximo a Ipuã, seu veículo chocou-se com um Fiat Uno branco que seguia no sentido contrário com três pessoas a bordo. O supervisor Jandemir Missias da Silva, 47, a mulher Elizete Aparecida Silva, 46, e a filha, Izabella Missias da Silva, 12, morreram na hora. Tirso nada disse sobre o desastre e, segundo a polícia, negou-se a fornecer sangue para fazer o exame para medir o nível de álcool no organismo. Com isto, é impossível constatar se ele ingeriu bebida alcoólica na festa.
 
Pelos danos causados nos veículos, a polícia suspeita que Tirso Meirelles tenha invadido a pista contrária e dado causa ao desastre com três mortos. O laudo elaborado pela perícia foi inconclusivo. Quase 70 dias após a tragédia, o candidato ainda não deu explicações às autoridades. A responsabilidade é apurada pela Polícia Civil de São Joaquim da Barra.
Após o acidente, Tirso Meirelles, foi para São Paulo e só retornou a Franca no fim de semana de 24 de julho. Ele participou de um evento religioso e de um almoço promovido por um colunista social. 
 
Sua campanha eleitoral na cidade é tocada por cabos eleitorais. No sábado, apoiadores fizeram uma caminhada sem sua presença na área central. Ele foi representado pelo pai, Fábio Meirelles. Depois do evento, os simpatizantes, entre eles representantes da imprensa, foram recebidos para um churrasco em uma fazenda de Restinga. Na segunda-feira, Edvaldo José da Costa, que era o coordenador da campanha do candidato, anunciou que estava deixando a função. Ele estava descontente com os rumos das atividades.

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