Farmácia da zona Oeste vira alvo de assaltantes 9 vezes este ano


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SEM LIMITES - Equipamentos de segurança não foram suficientes para inibir ação de ladrões
SEM LIMITES - Equipamentos de segurança não foram suficientes para inibir ação de ladrões

Apenas neste ano, uma farmácia no bairro São Joaquim, zona Oeste de Franca, foi alvo de ladrões nove vezes - mais de um caso por mês. O gerente Mário Renê, de 60 anos, trabalha há 10 anos no estabelecimento e convive com o constante medo de ser vítima de assaltantes mais uma vez. De janeiro até agora, a farmácia foi furtada (crime praticado sem ameaças) oito vezes e sofreu um roubo (crime praticado com ameaças). Entre medicamentos - de tarjas vermelha e preta - computadores e itens de perfumaria, o prejuízo da empresa com as ações dos assaltantes este ano chega a quase R$ 10 mil. 

 
O ataque mais violento aconteceu no último dia 13 de agosto, uma sexta-feira, no meio da tarde. Um assaltante entrou na farmácia de cara limpa e, após exibir um revólver que estava em sua cintura, obrigou a balconista do local a entregar R$ 300 do caixa. Segundo populares, o ladrão fugiu com um rapaz na garupa de uma bicicleta. Ninguém foi preso.
 
O gerente e o proprietário da farmácia estão cansados de serem alvos de assaltantes. “É desanimador chegar aqui e ver janelas e portas arrebentadas, a loja com desfalques, além da bagunça que eles deixam”, disse o gerente, relatando o cenário encontrado oito vezes após os furtos.
 
O primeiro caso aconteceu em janeiro. Ao chegar logo pela manhã para trabalhar, Renê encontrou uma janela, nos fundos da loja, com o vidro quebrado. Quando entrou na farmácia, constatou que havia ocorrido um furto. Medicamentos e itens de perfumaria foram levados das prateleiras. Até o troco que estava na gaveta do caixa - R$ 100 em moedas - foi furtado.
 
Os outros sete furtos ocorridos na farmácia aconteceram de forma parecida. Invasão pelos fundos da loja, portas arrebentadas, janelas com vidros estourados e muitas prateleiras “limpas”, sem os remédios que no dia anterior estavam expostos. “Em abril, fomos roubados por três dias seguidos. Domingo, segunda e terça. Um dia já é ruim, imagina três”, desabafou Mário Renê.
 
Para coibir as ações dos assaltantes, o dono da farmácia investiu na segurança do estabelecimento, mas isso não foi suficiente. Câmeras de circuito interno foram instaladas, cercas elétricas e alarme também foram colocados. Mesmo após a instalação desses equipamentos, a farmácia foi furtada e assaltada. Questionados se pretendem abaixar as portas, o gerente é taxativo. “É uma sensação horrível. Ficamos à mercê dos bandidos, mas precisamos trabalhar. Não podemos fechar as portas, sendo que nós é que estamos trabalhando”.

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