Quando a natureza se revolta


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Nos últimos anos tem sido ostensiva a resposta da natureza aos ataques e agressões que recebe desde o início dos tempos. Devastação das florestas, poluição do ar e de mananciais, represamento dos rios e uso indiscriminado de substâncias tóxicas, danosas ao meio ambiente, entre outros, estão se refletindo na verdadeira fúria natural, com o descontrole total do clima, chuvas inundando quase todo o Paquistão e a seca tomando de assalto países de todo mundo, inclusive no Brasil - que no primeiro semestre teve locais arrasados pela fúria das chuvas. É uma revolta da natureza, depois de ter sido tão maltratada pelo ser humano no decorrer dos séculos. No meio ambiente tudo tem sua razão de ser e o equilíbrio precisa existir. No final das contas, é o ser humano que se prejudica, sem ter como restabelecer o equilíbrio. O homem sofre hoje o resultado da imprevidência humana ao longo dos séculos, sem que tenha havido qualquer preocupação com as consequências de atos impensados.


Quando tratado assim, em grande escala, os problemas do meio ambiente parecem distantes da nossa realidade. Mas o descuido para com a natureza tem consequências práticas e bem imediatas. A possibilidade de racionamento no abastecimento de água - por conta da falta de chuvas, que há dois meses teimam em não cair - é um exemplo. A própria despreocupação dos francanos entra como um complicador a mais, já que grande parte da comunidade ainda não se conscientizou da necessidade de restringir o uso da água, imprescindível à sobrevivência. Ainda há os que, nestes dias de seca, quando os níveis dos mananciais que abastecem Franca estão muito baixos, continuam desperdiçando ao lavar carros utilizando a mangueira, perdendo litros e litros de água; deixando torneiras abertas sem necessidade e exagerando na hora do banho. Estas, entre outras ações consideradas corriqueiras, podem desequilibrar muito mais o nível dos rios Canoas e Pouso Alegre, que abastecem a cidade. Ao mesmo tempo em que a seca perdura, o consumo de água cresce e pode chegar ao desabastecimento. A Sabesp não tem o que fazer nesse momento. Apenas pode orientar, explicar e pedir à população que tome algumas providências para que a possibilidade não passe a uma realidade difícil para todos. A consciência ambiental, porém, não deveria ser abandonada à primeira chuva. Cabe ao ser humano tentar reverter a situação de agora adotando práticas não danosas à natureza, conscientizando-se de que a água, embora abundante na superfície e no subsolo do planeta, é um recurso esgotável. Por isso, diante de sua importância para a manutenção da vida humana não deve ser utilizada de forma leviana, pois o líquido desperdiçado hoje pode fazer falta amanhã. Cada vez mais o cuidado ambiental deve nortear a vida aqui na terra. Com certeza, o planeta e as gerações futuras terão muito a agradecer.

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