Leitura da Bíblia
“Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé, dia a dia, aumentavam em número” (At 16:5)
O início da segunda viagem de Paulo
Depois da conferência em Atos 15, Paulo e Barnabé voltaram a Antioquia e deram continuidade à obra. Atos 15:36 diz: “Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Voltemos, agora, para visitar os irmãos por todas as cidades nas quais anunciamos a palavra do Senhor, para ver como passam”. Barnabé queria levar com ele seu primo João Marcos, e Paulo não concordou, porque na primeira viagem ministerial, João Marcos não suportou as aflições e abandonou-os no caminho (vs. 37-38). Barnabé queria levá-lo novamente, talvez para dar-lhe nova oportunidade, após o seu fracasso na primeira viagem. Não devemos temer os fracassos, pois ao errar podemos arrepender-nos e ter nova oportunidade. O fracasso gera a vitória, por isso não devemos ter medo dele, e se fracassarmos devemos arrepender-nos, receber luz e perguntar: “Senhor, onde fracassei? Conceda-me uma nova oportunidade”.
Paulo não concordou com a ida de Marcos e “houve entre eles tal desavença, que vieram a separar-se. Então, Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre. Mas Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu encomendado pelos irmãos à graça do Senhor” (vs. 39-40). A atitude de Paulo aqui foi diferente da que teve em relação a Timóteo, que enfraqueceu quando estava em Éfeso. Naquela ocasião Paulo o encorajou a reavivar o dom de Deus que havia nele (2 Tm 1:6), mas agora com Marcos ele não insistiu; antes, deixou que fosse com Barnabé para Chipre. Mais tarde, Marcos voltou a ser cooperador de Paulo (cf. 2 Tm 4:11).
Paulo, juntamente com Silas, “passou pela Sítia e Cilícia, confirmando as igrejas” (At 15:41). Na região de Derbe e Listra havia “um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio. Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego” (16: 1-3). Paulo agiu dessa maneira porque iria passar pelas cidades e entregar aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém (v. 4) acerca de abster-se das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas, para que eles as observassem.
No versículo 5 lemos: “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número”. Embora as igrejas se fortalecessem mediante a obra dos apóstolos, talvez possamos dizer que essa carta, contendo orientações sob influência da lei mosaica, abriu uma brecha nas igrejas na região da Galácia para que os judaizantes entrassem com as ordenanças da lei e a circuncisão. Mais tarde, nessa mesma viagem, quando estava em Corinto, Paulo escreveu aos gálatas para que voltassem da lei para Cristo.
Em Gálatas 1:6-9 lemos: “Admira-se que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”. O problema, na verdade, é que uma brecha foi aberta por meio da carta contendo as decisões dos apóstolos e presbíteros de Jerusalém, dando a entender para os de Listra, Derbre e Icônio que a igreja em Jerusalém era a matriz, e foi por isso que, quando os da parte de Jerusalém desceram para falar de guardar a lei de Moisés, alguns deram ouvidos. Que nos guardemos de qualquer coisa que nos faça afastar-nos de Cristo! Pelo contrário, permaneçamos firmes na visão e revelação que o Senhor nos deu acerca de Sua economia neotestamentária.
Ponto-chave: Não receber outro evangelho
Pergunta: Que lição podemos extrair das experiências de fracasso?
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