Bom orador, Capitão Lídio apresenta suas propostas


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PERSUASIVO - Capitão Lídio defendeu benefícios para a Polícia Militar e se disse totalmente contra a legalização das drogas
PERSUASIVO - Capitão Lídio defendeu benefícios para a Polícia Militar e se disse totalmente contra a legalização das drogas

O candidato a deputado estadual Capitão Lídio Guariglia Costa Júnior (PSC) foi o sabatinado de ontem do GCN Comunicação. De formação militar, Lídio chegou antes da hora à sede do grupo para se preparar. Bom orador e bem preparado, Lídio apresentou uma das melhores performance na série de sabatinas realizadas até o momento.


Bem articulado diante das câmeras, o capitão, que é oficial de Recursos Humanos do 15º Batalhão da Polícia Militar em Franca e tem no currículo treinamentos na SWAT, nos EUA, não deixou de responder nenhuma pergunta. Sempre usando a primeira pessoa do plural, admitiu sem problemas seu despreparo para a vida política e pediu desculpas por não estar mais presente em Franca nesta campanha. “Faço um mea culpa. Vocês tem razão. Essa tem sido uma falha séria da minha candidatura, mas já solicitei ao partido que me ajude a estar mais presente aqui”.


Apesar de sua formação militar, Lídio negou que seja candidato apenas para defender os interesses dos policiais do Estado. “Não me coloco como um candidato da Polícia Militar, mas como uma opção para o eleitor seja ele policial ou não”.
 

Com discurso eloquente, o policial apoiou o sistema educacional do Estado de São Paulo que adota a progressão continuada, em que não há repetência. “Prefiro um aluno dentro da escola, ainda que não esteja aprendendo como deveria, do que na rua se envolvendo com o crime”.


Lídio defendeu com veemência a lei antifumo. “Eu acho que a pessoa é livre para fazer com o corpo dela o que quiser, inclusive, destruí-lo. O que não admito é que destrua o do outro. No caso do cigarro, sou plenamente a favor da intervenção do Estado”.
 

As questões de segurança pública e do combate às drogas dominaram boa parte do tempo concedido ao político nos quatro blocos da sabatina. Lídio defendeu a união das Polícias Civil e Militar, melhores equipamentos e incentivos aos profissionais para que atuem com mais afinco. “Nós rotulamos, achamos que a violência está somente em alguns guetos, mas não está”, afirmou, argumentando que a população mais pobre é a que mais precisa ser protegida. “Segurança é para a comunidade, é para aquele que tem botijão de gás roubado”, disse.


Um dos pontos mais intensos da sabatina foi quando ele falou sobre a descriminalização das drogas. “Somos totalmente contra, absolutamente contra, radicalmente contra”, disse, enfático. Esse foi um dos dois momentos da entrevista em que Capitão Lídio - cuja filha já esteve envolvida com drogas - se emocionou. Lídio pretende construir na cidade um centro de reabilitação de dependentes químicos, que ainda ofereça assistência psicológica às famílias dos drogados.
 

Outro momento em que o sabatinado ficou comovido foi quando falou sobre a invasão das tropas da Polícia Militar ao Carandiru, em 1992, operação da qual  participou. “O momento exigia uma ação rápida e enérgica da polícia. É difícil fazermos uma avaliação se a ação foi correta ou não. Graças a episódios como esse a polícia saiu com novos conceitos. Se o preço que nós temos que pagar é o preço da imagem estamos dispostos a pagar”, relatou, respondendo que, caso fosse governador do Estado, não teria ordenado a violenta ação que matou 111 presidiários.

Veja aqui vídeo transmitido pela TV Bem, canal 10 da Net Franca. 

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