Um edital a ser publicado nos próximos dias irá perdoar todas as dívidas que os mais de 4 mil sócios da Francana têm com o clube. Além disso, a partir da publicidade deste documento, todos os que possuem títulos da Veterana terão de pagar uma mensalidade, que hoje é de R$ 25. Até mesmo os sócios conhecidos como patrimoniais, que hoje não pagam valores mensais.
O objetivo é o recadastramento de todos os sócios. Quem não atender ao chamado - haverá um prazo estipulado para esta ação, o que ainda não foi divulgado -, perderá o direito ao título. Atualmente, o clube não tem nenhum controle sobre os milhares de títulos cadastrados e sequer consegue quantificar quanto irá renunciar financeiramente. O que se sabe é que apenas 50 pessoas mantêm este pagamento em dia.
A iniciativa foi validada ontem à noite, após a aprovação de uma ampla mudança no estatuto do clube, que foi submetida à votação em assembleia geral. As mudanças aprovadas pelo voto de 16 conselheiros (do total de 22) e dois sócios presentes na reunião que aconteceu na sede do clube, na Rua Simão Caleiro, no Centro, delineou alterações em um documento que não sofria mudanças desde 2003.
O presidente do conselho deliberativo, Fahim Youssef Issa Neto, presidiu o encontro e resumiu as alterações em oito itens. “As mudanças aprovadas hoje (ontem) atendem ao novo Código Civil, em vigência”, disse o advogado da CDL (Câmara de Dirigentes e Lojistas), Nelson Júnior, que participou do estudo jurídico para alteração do estatuto.
Fahim defendeu que a iniciativa de alteração foi tomada para tentar dar transparência à Francana e atualizar um estatuto que “restringia de um lado e autorizava de outro”, além de criar muitas brechas. “Queremos fazer da Francana um clube como já foi no passado. A intenção é trazer o sócio de volta”, completou.
Os itens apontados pelo presidente do conselho deliberativo da agremiação como primordiais são oito. O primeiro acaba com a venda ou distribuição de títulos e resume cinco categorias em apenas duas, a efetiva (com direito a voto) e a contribuinte (não possui direito a voto, mas pode usar as dependências do clube).
O segundo ponto destacado é que o conselho deliberativo será formado por 21 titulares e sete suplentes. O terceiro trata de quem poderá se candidatar ao executivo e ao conselho. Neste caso, para ser conselheiro é preciso que o sócio tenha quatro anos de contribuição ininterrupta. Se for candidato a presidente é preciso ter título regularizado ininterruptamente por dois anos e receber a indicação de três conselheiros.
O quarto item determina que a assembleia geral elege o conselho e este define o presidente. Antes, era a assembleia que escolhia o presidente. O quinto princípio define que a diretoria é composta agora por presidente, um vice, um secretário e um diretor financeiro. O sexto fundamento cria normas rígidas para se tornar sócio, como a entrega de antecedente criminal.
Outra mudança fundamental trata do recadastramento dos sócios. Por fim, o oitavo item determina que o conselho deliberativo responderá conjuntamente com a diretoria executiva para aprovação de contratos, inclusive de parcerias, e cobrará plano de trabalho do candidato a presidente.
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