O comerciante NSP, 32, foi indiciado pela Polícia Civil na tarde de ontem por formação de quadrilha e uso de documentos falsos. Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriram que o acusado estaria envolvido num esquema de descontar cheques roubados e furtados para uma quadrilha de assaltantes. O comerciante abriu uma conta bancária com nome falso e passou a movimentá-la. Ele depositava os cheques entregues pelo bando na tentativa de compensá-los.
Na terça-feira, a Polícia Civil localizou com o acusado cerca de R$ 63 mil em cheques, todos foram furtados numa empresa de máquinas para calçados, crime ocorrido em maio deste ano. Da indústria, foram levados aproximadamente R$ 200 mil em cheques de clientes.
Após cruzar informações e realizar várias diligências, os investigadores Marcos Euclides e Renato Silva, da DIG, conseguiram identificar o acusado. “Essa pessoa que nós conseguimos deter é a responsável por abrir contas em agências bancárias. Este comerciante seria o responsável pela movimentação financeira do bando”, disse o policial Marcos Euclides.
Foram quase três meses de investigações até a identificação do comerciante. Com a localização do acusado, os agentes afirmam que a polícia conseguiu derrubar o esquema montado pela quadrilha, com base na zona Norte da cidade, para tentar descontar as folhas de cheques que seus integrantes roubavam ou furtavam em suas ações criminosas.
Os investigadores descobriram que NSP abria contas em agências bancárias usando nome e documentos falsos e passava usá-las para depositar os cheques.
Para obterem lucros na transação criminosa, a quadrilha contava com o não lançamento destes cheques na contabilidade de suas vítimas. As folhas de cheque que não eram sustadas acabavam sendo compensadas. “Eles obtinham lucros nos cheques roubados ou furtados.
Usando documentos falsos, ele abria a conta. O irmão dele juntamente com outros comparsas, já identificados por nossa equipe, passavam os cheques que roubavam para serem depositados. Aqueles que não estavam bloqueados acabavam sendo compensados e os devolvidos eram destruídos. Para não serem identificados, eles abriram várias contas”, disse o delegado Márcio Murari.
O comerciante prestou depoimento durante toda a tarde de ontem. A Polícia Civil não revelou o que ele disse em relação às acusações e nem divulgou seu nome completo.
NSP não quis dar entrevista ao GCN Comunicação. Ele saiu da sede da DIG dizendo que não iria declarar nada a respeito do caso. Segundo o delegado Márcio Murari, o acusado foi indiciado por formação de quadrilha e uso de documentos falsos.
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