Pacientes com gripe e virose lotam prontos-socorros


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SUPERLOTADO - Às 21h30 de ontem, a dona de casa Alaíde Ribeiro, 32, aguardava há duas horas por atendimento para o filho de sete anos que sofria com vômitos, diarreia e febre
SUPERLOTADO - Às 21h30 de ontem, a dona de casa Alaíde Ribeiro, 32, aguardava há duas horas por atendimento para o filho de sete anos que sofria com vômitos, diarreia e febre

Sentada na sala de espera do pronto-socorro infantil de Franca, a dona de casa Luciana Reis de Paula, 30, esperava há três horas para ser atendida. Tinha nos braços a filha de apenas cinco anos. Desde o início da tarde a menina sofria com vômitos, diarreia, dores no corpo e febre alta. “Moro no City Petrópolis e passei antes no PSF (Programa Saúde da Família), mas como não melhorou tive que vir. Cheguei às 18h15 e até agora não vi o médico”, disse Luciana. Eram 21h30.

 
A dona de casa ocupava um dos 28 lugares existentes na recepção do local. Com as cadeiras e bancos já tomados por pacientes, dezenas de pessoas aguardavam em pé, na entrada do ambulatório, na calçada ou sentadas no meio-fio.
 
No PS “Dr. Janjão” a situação não era diferente. De acordo com o diretor da unidade de saúde, Renato Del Bianco, o aumento de casos relacionados a doenças respiratórias se deve ao clima seco e é considerado normal nesta época do ano. “Demoramos um pouco mais, porém atendemos todo mundo”, afirmou sem precisar a dimensão exata do aumento.
 
Já a crescente aparição de pacientes com diarreia, Bianco acredita ser necessário um trabalho de identificação dos casos. “É um número muito acima do normal e generalizado, entre crianças e adultos”, disse ele, adiantando que fichas foram separadas para serem encaminhadas para a Vigilância Sanitária, a fim de detectar a causa.
 
Até o final da noite a reportagem tentou confirmar as informações passadas por Renato Del Bianco com o secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, mas ele não foi encontrado.

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