Sabesp avisa que pode faltar água na região


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CAPTAÇÃO - Imagem de arquivo mostra o leito do Rio Canoas, de onde é captada a água que abastece Franca. O Canoas tem sido mais usado em razão da baixa vazão que comete o Rio Pouso Alegre
CAPTAÇÃO - Imagem de arquivo mostra o leito do Rio Canoas, de onde é captada a água que abastece Franca. O Canoas tem sido mais usado em razão da baixa vazão que comete o Rio Pouso Alegre

O tempo seco e o crescimento no consumo de água encanada pode levar Franca a sofrer com problemas de abastecimento no próximo mês. Há mais de dois meses não chove na cidade e, neste período, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) tem registrado constantes aumentos na demanda de fornecimento diário de água. Em maio, a produção média era de 69 mil metros cúbicos. Recentemente, a média saltou para 78 mil metros cúbicos, com picos de 82 mil. Um avanço de 13%. Na região, a situação também começa a ficar preocupante em Cristais Paulista e Patrocínio Paulista (veja texto nesta página).

 
Diante deste cenário, se a estiagem continuar e o consumo permanecer em elevação, a Sabesp não descarta cortes pontuais no abastecimento de água e em curtos períodos de tempo (de uma a duas horas em média). As regiões mais altas da cidade devem ser os pontos mais atingidos. “A continuar como está com calor, estiagem e consumo em alta, vai haver falta d’água”, disse o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia.
 
Com 11 reservatórios, Franca capta 80% da água que abastece a cidade do Rio Canoas. O restante é captado do Rio Pouso Alegre que, por conta da falta de chuva, está com o nível d’água em baixa. “Estamos usando mais o Canoas, pois a vazão do Pouso Alegre já começou a diminuir”, disse Engrácia, que aponta o sábado como o dia da semana com maior consumo d’água. “É quando as pessoas lavam o carro, jogam água no quintal”.
 
Para o gerente, a possibilidade de cortes no abastecimento só ficará mais remota se chover nos próximos dias ou houver uma conscientização da população no uso da água. Engrácia também descartou por imediato medidas mais drásticas, como um rodízio de abastecimento. “Por enquanto descartamos o rodízio. Porém, temos condições de fazê-lo se for necessário em último caso”, ressaltou.
 
De acordo com Engrácia, entre as medidas para economizar a água neste período está o reaproveitamento para lavar quintais e calçadas, uso de balde no lugar da mangueira, banhos menos demorados e a implantação de caixa d’água.

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