Diante dos jornalistas no auditório do GCN Comunicação, o candidato à reeleição para deputado estadual Gilson de Souza (DEM) esteve à vontade para expressar o que pensa. Em 45 minutos de entrevista, defendeu a lei antifumo e o fim da progressão continuada nas escolas paulistas. A experiência acumulada durante os sete anos de Assembleia o ajudou a responder com tranquilidade questões mais delicadas envolvendo a falta de reconhecimento de seu trabalho, principalmente, por parte da direção da Santa Casa, instituição que por diversas vezes socorreu com verbas, mas que sempre foi econômica nas manifestações públicas de agradecimento. Defendeu suas conquistas como a construção de um viaduto para acabar com a Curva da Morte, a instalação da Fatec na cidade e a criação do AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Prometeu continuar fazendo da saúde pública sua grande luta. “Não sou deputado por vaidade. Decidi entrar para a política para ajudar o próximo”. Veja a seguir os principais trechos da sabatina com o candidato a deputado estadual.
GCN Comunicação - Por que que o senhor quer ser reeleito deputado estadual?
Gilson de Souza - O deputado é muito importante para o Estado de São Paulo como também para sua região e, principalmente, para sua cidade. Digo isso porque tenho trabalhado muito pela Franca. Assim que assumi a cadeira de deputado há sete anos, o prefeito da Franca, Sidnei Franco da Rocha, assumiu a cadeira de prefeito. Fui até o gabinete e disse a ele: ‘Sidnei, precisamos muito trabalhar pela nossa Franca’. Essa parceria deu certo. É só buscar Franca de sete anos atrás e ver hoje, quanto Franca cresceu. A cidade precisa ter a sua representatividade política. A cidade sem representante político não tem vida, não tem força. É por esse motivo que eu gostaria e quero continuar sendo deputado no meu Estado.
GCN - Candidato, nas eleições de 2006, o senhor recebeu 70 mil votos, quase dobrando o número de votos das eleições de 2002. Ainda assim ficou como suplente e só tomou posse porque Sidnei Beraldo aceitou o convite para ocupar o cargo de secretário de Administração e Gestão do Estado. O que o senhor tem feito para que em 2010 receba votos suficientes para ser eleito?
Gilson de Souza - No jogo político, você nunca sabe quanto vai precisar. É uma matemática complicada. Com 70.197 eu estou entre os deputados mais bem votados do Estado e, no entanto, tive realmente essa dificuldade. Mas o importante é você trabalhar. O voto acontece de uma forma natural.
GCN - Quinze pessoas disputam uma vaga de deputado em Franca. O que o senhor acha desse número de deputados. Quais são suas chances, enfrentando outras 14 pessoas que, com base eleitoral na cidade, pretendem ocupar o mesmo lugar que o senhor ou que o deputado federal Marco Aurélio Ubiali?
Gilson de Souza - O importante é a cidade ter o representante, tanto na área federal como na estadual. Nós não podemos é ficar sem a representatividade. Tivemos esse problema no passado, erramos.
GCN - Mas, neste contexto, como é que o senhor avalia campanhas como o “Voto Nosso”, iniciativa de empresários que defendem o voto em candidatos de Franca e defendem também uma redução no número de candidatos para aumentar as chances. O senhor é contra ou a favor esse tipo de iniciativa?
Gilson de Souza - Quero até parabenizar a iniciativa. Vejo que, a partir do momento que nasceu essa idéia do Voto Nosso, ganhamos um pouco mais. Hoje nós somos dois deputados. Temos duas representatividades no Estado e temos uma no lado federal. Isso foi em função dessa união, do Voto Nosso.
GCN - Candidato, nas eleições de 2006 a grande maioria dos votos que o senhor obteve foi de eleitores francanos. O senhor acha que só os votos daqui da cidade serão suficientes para garantir sua reeleição?
Gilson de Souza - Tenho que agradecer muito a Franca. Sou uma pessoa muito privilegiada porque desde 1983, quando fui candidato a vereador pela primeira vez, tive a oportunidade de ser o jovem mais votado da história política da Franca e sempre fui uma pessoa muito bem votada, tanto na participação como vereador, como também candidato a prefeito e deputado. Espero sair aqui da cidade com a votação acima de 60 mil votos.
GCN - Há um consenso de que o poder necessita de renovação. Diante disso, depois de ter sido eleito para dois mandatos, o senhor não acha importante dar oportunidade para novos nomes?
Gilson de Souza - Sou favorável à renovação, mas dois mandatos é muito pouco. Acho que já trabalhamos muito pela Franca, aprendi muito, me relacionei muito em São Paulo. Política é relacionamento.
GCN - Candidato, o senhor disputou duas vezes a Prefeitura de Franca. Ainda pensa em ser prefeito?
Gilson de Souza - Agora penso em dar continuidade como deputado e esse assunto eu quero deixar para depois. Agora estou bem focado na minha campanha de deputado estadual, que é muito importante para minha cidade.
GCN - Um tema não tão recente, mas que sempre é debatido principalmente em épocas de campanha eleitoral, é o sistema de progressão continuada no ensino do Estado de São Paulo, implantado pelo governo do PSDB. O senhor concorda com a aprovação automática do aluno?
Gilson de Souza - Não, não concordo. Sou do tempo em que o aluno precisava estudar. Acho que a criança precisa ser motivada, porque não adianta a criança assistir a aula e, na verdade, terminar toda a sua vida sem aprender. O importante é a criança realmente sair preparada para os desafios da vida. A criança precisa entender que tudo na vida é trabalho, é luta, e ela tem que conseguir por mérito.
GCN - Se depender do senhor, então, volta a repetência? Os alunos só passam se conseguirem aprender?
Gilson de Souza - Acho que eu voltaria ao passado, que deu certo. Temos que criar um modelo onde a criança tenha que passar (de ano) com mérito.
GCN - Candidato, no Estado de São Paulo recentemente foram criadas leis que limitam as liberdades individuais a bem da saúde pública. Em abril de 2009, o senhor foi um dos 69 deputados que votaram favoráveis à lei que proíbe fumar em recintos fechados. Por qual motivo o senhor adotou essa posição?
Gilson de Souza - Adotei essa posição porque entendo que cada um tem o direito de fazer aquilo que quer, mas o cigarro... A gente percebe isso até no garçom, porque ele está trabalhando, está ali no dia-a-dia ganhando o seu trabalho e, às vezes, fuma muito mais do que o viciado. Quando votei nesse projeto, votei pensando muito nas pessoas que quero bem. Mas como a opção dele é fumar, não sou contra. Mas também não sou a favor dele fumar em um ambiente em que as pessoas não querem a fumaça.
GCN - Paulo Skaf e Aloizio Mercadante, candidatos da oposição ao governo do Estado, reclamam do alto valor dos pedágios e apresentam propostas para reduzir as tarifas e devolver parte do valor pago ao contribuinte por meio do IPVA. Qual a opinião do senhor a respeito?
Gilson de Souza - Quero parabenizar o governador por nós termos as melhores estradas do Brasil aqui no Estado de São Paulo. Reduzimos em 40% os acidentes com vítimas fatais. Quando o seu carro dá problema, você tem resgate, você tem um atendimento rápido, você tem mais segurança, as estradas são todas sinalizadas. Então, quanto à qualidade da estrada, nós elogiamos muito. O caminho está certo, mas temos que fazer, sim, uma reavaliação nos contratos de concessão.
GCN - O senhor acha o pedágio caro ou barato?
Gilson de Souza - Acho que podemos discutir e vamos discutir para que a tarifa seja justa aos usuários. Como deputado, quero fazer parte dessa luta junto ao governo. Vamos fazer uma tarifa justa e dar conforto e segurança para aqueles que realmente necessitam e usam as estradas do nosso Estado, que são muito elogiadas até em países de Primeiro Mundo.
GCN - O senhor apresentou projeto de lei para que motoristas com mais de 60 anos de idade sejam isentos do pedágio. Por quê, em vez de privilegiar apenas uma parcela da população, não lutar para que todos os paulistas sejam beneficiados com a redução no valor da tarifa?
Gilson de Souza - O aposentado também precisa ter qualidade de vida, precisa de vez em quando passear e, às vezes, o ganho de aposentado não dá condição. Uma pessoa que já trabalhou muito, já produziu muito, já ajudou muito o país precisa se recompensada pelo tempo que deu em parcela ao desenvolvimento do seu Estado, do seu País. Foi pensando nisso...
GCN - A segurança pública do Estado é um dos alvos mais atacados pela oposição. Delegados reclamam que ganham um dos piores salários do país. Como o senhor acha que é possível evoluir?
Gilson de Souza - Não só a respeito do delegado, mas do serviço público. Estou de acordo. O trabalhador tem que ganhar bem, tem que se sentir bem. Hoje o trabalhador merece ter qualidade de vida e realmente ter um salário digno, à altura para cuidar de sua família.
GCN - Mas o senhor concorda ou não que a segurança pública é um problema, que a violência é crescente em São Paulo? O senhor acha que o delegado ganha pouco ou não?
Gilson de Souza - Concordo em todos os sentidos. Realmente cresce a violência, o delegado ganha pouco. Mas não é só o delegado que ganha pouco, o professor também. São várias as categorias que ganham pouco. Precisamos enfrentar isso junto ao governo do Estado, achar uma saída. Porque, melhorando a qualidade, o atendimento, pode ter certeza, melhora em todos os sentidos para a população.
GCN - Candidato, há anos uma de suas maiores lutas é pela regionalização da Santa Casa de Franca. Mesmo com todo o empenho, o senhor tem esbarrado na resistência do governo estadual em aumentar os repasses para o hospital e no posicionamento das prefeituras da região que dizem não ter como ajudar. Como é possível resolver a questão?
Gilson de Souza - Eu discuti, estou discutindo isso já com o futuro governador (Geraldo) Alckmin (PSDB). Ele esteve em Franca, perguntou para mim... Essa é uma bandeira de 2006, nós estamos trabalhando. Aliás, iniciamos já o processo de regionalização.
GCN - O senhor frequentemente reivindica para si conquistas para Santa Casa que a instituição prefere ignorar como mérito seu. Por que isso acontece?
Gilson de Souza - O importante é você trabalhar pela sua cidade. A saúde tem sido uma prioridade do meu trabalho. Me lembro de quando a Santa Casa estava atravessando uma das piores crises. Fui procurado e fomos até São Paulo e liberamos R$ 2 milhões, porque ajudamos muito a voltar o atendimento à população mais simples da Franca e da nossa região. Não tenho vaidade, não tenho ciúmes de nada. Deputado não pode ter ciúmes, não pode ter vaidade. Deputado tem que trabalhar. Mérito? A própria população começa a entender quem realmente trabalha e quem está trabalhando com seriedade, com determinação, com vontade. Nesse novo mandato vamos melhorar ainda mais a Santa Casa. Porque a Santa Casa é o único hospital que temos na nossa região que atende o povo simples. Não vou deixar de ajudar uma instituição que ajuda e atende o povo simples da minha Franca por questões, às vezes, de não querer dar mérito para mim.
GCN - O senhor abriu mão da sua emenda parlamentar naquela ocasião, destinou R$ 2 milhões que o senhor poderia dividir em várias instituições e canalizou tudo para a Santa Casa. E o reconhecimento da Santa Casa foi, digamos, modesto à sua contribuição? O senhor diz que não tem ciúmes. E mágoa?
Gilson de Souza - Não. Isso aí às vezes é coisa interna, é coisa passageira também. O importante é você estar bem e saber que foi útil, que trabalhou, que ajudou. Isso é que gratifica.
GCN - Nos últimos anos, temos visto uma briga entre o senhor e o deputado Roberto Engler pela paternidade de algumas obras em Franca e região como a “Curva da Morte”, a instalação do AME, o novo campus da Unesp. Afinal de contas, de quem é o mérito?
Gilson de Souza - A paternidade é minha. Eu não brigo com ninguém, eu só trabalho. Pega a Franca de sete anos atrás e veja a Franca de hoje. É só comparar. De novo vou dizer, não tenho essa vaidade, ciúmes. Eu só penso na importância que é o benefício, que a população está recebendo com uma obra tão importante como essa que é o AME! Me orgulho muito com essa obra, porque sou o deputado da saúde. Eu tenho trabalhado muito pela saúde e vou continuar trabalhando.
GCN - Como é o seu relacionamento com o seu colega de Assembleia Legislativa, Roberto Engler?
Gilson de Souza - Me relaciono com todo mundo. O meu relacionamento é tão bom que nesse mandato quero pleitear a presidência da casa. Já estou trabalhando para isso.
GCN - O senhor toma cafezinho com Engler de vez em quando?
Gilson de Souza - Tomo com todos.
GCN - Há 15 dias a equipe do plano de governo do candidato Geraldo Alckmin veio à Franca ouvir as reivindicações da população. O Sindifranca pediu que o ICMS para o setor calçadista seja reduzido gradativamente de 12 para 7%. O senhor acredita que seja possível?
Gilson de Souza - Todo pleito é possível, desde que você tenha persistência. Quando trabalhamos para reduzir o imposto do sapato de 18% para 12%, quando trouxe a Franca 23 deputados, fizemos o primeiro fórum. Na época, o sindicato e todo o pessoal do setor da indústria duvidou, quando fui pleitear esse assunto. Tudo aconteceu e deu certo. Agora nós vamos trabalhar dentro do pleito com o sindicato. Tivemos aí não só o ICMS que o sindicato está pleiteando, como também o crédito acumulado do setor que exporta 100%. Mudamos a portaria junto com a Secretaria da Fazenda, fizemos um trabalho importante, estamos trazendo milhões para a cidade para jogar na indústria através de devolução desse crédito que estava realmente perdido.
GCN - Em setembro do ano passado o senhor acompanhou um grupo de prefeitos e vereadores da região numa audiência com o secretário de Transportes Mauro Arce. No encontro, vocês pediram a duplicação da Cândido Portinari até Rifaina. Um ano depois, não há sinal de que essa duplicação aconteça e a rodovia continua matando gente. Essa duplicação vai sair ou não vai sair?
Gilson de Souza - A duplicação vai sair. Nós já fizemos a duplicação de Rifaina até Alto Porã, uma obra muito importante, de quase R$ 30 milhões. Muita dedicação desse deputado Gilson de Souza junto ao prefeito Hugo (Lourenço) de Rifaina. Nós iniciamos a duplicação da Cândido Portinari por Rifaina. Ali é o início da duplicação. Já fizemos o viaduto que vai ser agora inaugurado no final do ano. Rifaina vai ser modelo em termos de acolher, em termos de beleza, uma cidade bonita, diferenciada. Vamos ter aqui na nossa região o Guarujá caipira. A duplicação da Cândido Portinari está pautada para 2012.
GCN - Há quase dois anos, em 29 de outubro de 2008, o senhor apresentou um projeto na Assembleia Legislativa prevendo a realização de estudos prévios para mudança da capital do estado para Bauru, na região central. O senhor acredita que essa mudança é relevante, é viável?
Gilson de Souza - É viável. São Paulo está no limite. São Paulo quando chove não anda. Tudo que você precisa você tem, mas sempre com uma certa dificuldade. Precisamos descomprimir São Paulo. Por quê a região de Bauru? Porque é o centro do Estado. Estamos pensando em São Paulo daqui a dez anos. A intenção é pegar toda estrutura do governo e levar para Bauru. Isso aconteceu quando a capital era no Rio de Janeiro e foi para Brasília. São 645 municípios (paulistas). São prefeitos e vereadores e toda uma estrutura indo para São Paulo. Podemos melhorar isso, porque Bauru é o centro e tudo fica próximo. Não dá mais do que 300 quilômetros de distância por região.
GCN - Quanto custaria esse projeto? Quem pagaria essa conta?
Gilson de Souza - Estamos viabilizando toda uma parte técnica. Existe envolvimento da Secretaria de Planejamento. Estamos buscando anuência do governo. Isso é uma ação planejada para dez anos.
GCN - Desde 1º de abril todos os veículos apreendidos nas rodovias estaduais que cortam Franca, inclusive na área urbana do município, são removidos para o pátio de Ituverava, a 60 quilômetros de distância. A medida está encarecendo os gastos com guincho e estadia. O que o senhor pode fazer pra resolver essa situação?
Gilson de Souza - Realmente isso aconteceu. A lei permite o pátio numa faixa de 50 a 60 quilômetros de onde o veículo tenha sido apreendido. Acontece que quando saiu a licitação para ter o pátio, aqui em Franca não teve interessado. Quem ganhou a licitação é uma empresa privada que buscou achar o centro da nossa região, e o centro da região é Ituverava. Apreensão de veículos não é só na Cândido Portinari. Temos na Anhanguera, temos todo um contexto regional. Então os veículos que estão sendo apreendidos não são só do município de Franca. Conversei com a pessoa que ganhou a licitação. Ele já está fazendo um estudo para que a cidade de Franca possa também ter esse pátio aqui.
GCN - Antes de ser deputado, o senhor trabalhou como camelô e sustenta isso com orgulho. Como o senhor avalia o trabalho informal? É um problema ou uma alternativa de vida?
Gilson de Souza - Dou muito valor a esse segmento. Tudo o que o município puder fazer para ajudar a gerar emprego, seja no trabalho informal, seja na indústria... Falou em emprego, trabalho, nós temos que ajudar.
GCN - Mas a informalidade não gera uma concorrência desleal com o empresário que está regularmente estabelecido e paga seus impostos em dia?
Gilson de Souza - Em partes. É só o jeito de interpretar, porque o sol nasceu para todo mundo. O que precisamos fazer é avançar, dar condições para o pequeno crescer. Acho que a oportunidade vem... Vejo que não atrapalha em nada.
GCN - Candidato, na última Francal, realizada em julho, ficou claro que uma das maiores preocupações da indústria calçadista é em relação à falta de trabalhadores qualificados, chamada na época de apagão da mão-de-obra. Como o senhor vê a falta de profissionais qualificados no mercado de trabalho?
Gilson de Souza - No Governo Alckmin, com minha participação como deputado estadual, levantamos muito a bandeira do ensino profissionalizante. Trouxemos para Franca a Fatec, a Etec para Pedregulho e Ituverava. A saída, sem dúvida, é a escola profissionalizante, é o ensino técnico. Porque emprego tem. O que não tem é mão-de-obra qualificada. Aqui em Franca a vocação é o calçado, mas podemos avançar mais. Podemos ter cursos dentro de nossa vocação regional. Porque o mundo mudou e precisamos mudar.
GCN - O senhor foi presidente da Francana e quase levou o time para a primeira divisão. Perdeu no último jogo, uma derrota sofrida fora de casa. Ainda hoje o senhor é um dos vice-presidentes da Federação Paulista de Futebol. O senhor pretende voltar a comandar a Francana?
Gilson de Souza - Ajudar a Francana eu vou sempre. Nós amamos a Francana. Hoje eu tenho um compromisso como deputado e a cidade precisa muito do deputado. Tenho que ajudar o clube, mas também a saúde da cidade, educação. Hoje, como deputado, é muito difícil assumir o comando da Francana.
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