A corrida pelo voto tem criado novas oportunidades de trabalho na cidade. Neste período que antecede as eleições, os comitês abriram vagas para quem quer complementar a renda. Um mercado em que o principal requisito é estar de acordo com as ideias do “candidato-patrão” e ter disposição para trabalhar na rua. Juntos, 11 candidatos a deputado com base eleitoral em Franca contrataram, até a tarde de ontem, 88 pessoas e ainda há previsão para novas contratações. Os outros preferiram não informar sobre suas contratações. Os salários dos cabos eleitorais tem variado de R$ 510 a R$ 797. A maior parte das vagas é para a panfletagem.
O político que mais oferece benefícios é Marco Aurélio Ubiali (PSB). O candidato contratou 20 cabos eleitorais. Para cada um, Ubiali paga R$ 560 por mês, além de auxílio-transporte e auxílio-alimentação que somam R$ 237. “Não pretendemos contratar mais ninguém por enquanto até porque dependemos da questão financeira que nesta campanha está enxuta”, informa a assessoria de imprensa.
A fim de divulgar seu nome em Franca, Tirso Meirelles (PSDB) contratou 40 cabos eleitorais até o momento. Cada um recebe um salário mínimo (R$ 510) para funções que vão de entregador de panfletos a motorista.
OPORTUNIDADES
Os candidatos Benedito Gomes (PC do B), Cristiano Rodrigues (PV), Donizete da Farmácia (PMN), Paulo Afonso Ribeiro (PT) e Sidney Liberti (PC do B) cogitam a contratação de novos cabos eleitorais. “Para a véspera das eleições, pretendo contratar umas 50 pessoas”, disse Sidney Liberti, que, até o momento, já contratou oito pessoas para a panfletagem, pagando a cada um R$ 600 por mês.
Já Paulo Afonso quer contratar o que ele denomina de “equipe de militantes profissionalizada”. “Não vou contratar panfleteiro. Vou colocar uma equipe que vai discutir a campanha e correr atrás do voto”, disse, prevendo que, na próxima semana, comece a agregar novos profissionais ao comitê.
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