Uma prece


| Tempo de leitura: 1 min
Cândido Portinari
Cândido Portinari

Senhor, tua branca espada não consentirá
que penetrem em meu pequeno
coração: o egoísmo, a vaidade, a
desconfiança e os males...

A luz refletida de
tuas coisas me iluminará na estrada real
distanciando-me da treva
ao lado dos outros nas lutas
 
Seja eu areia macia que não incomoda
Que meu olhar atravesse o opaco e perceba
a erva de Deus não a esmagando
sob meus pés
 
Dai-me muito amor. Eu o distribuirei
nas filas intermináveis
Se esta prece ouvires forte serei
e diariamente a farei
 
Meditando-a com meus
atos de cada instante
caminharei iluminada
sem me perder na escuridão.
 
Este poema foi escrito pelo pintor Cândido Portinari para sua neta Denise. Ele o dedicou assim: “Para minha neta Denise, com muita saudade e todo o amor do vovô Candinho.” E datou desta forma: “Paris, 6 de novembro de 1961.”

 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários