Senhor, tua branca espada não consentirá
que penetrem em meu pequeno
coração: o egoísmo, a vaidade, a
desconfiança e os males...
A luz refletida de
tuas coisas me iluminará na estrada real
distanciando-me da treva
ao lado dos outros nas lutas
tuas coisas me iluminará na estrada real
distanciando-me da treva
ao lado dos outros nas lutas
Seja eu areia macia que não incomoda
Que meu olhar atravesse o opaco e perceba
a erva de Deus não a esmagando
sob meus pés
Que meu olhar atravesse o opaco e perceba
a erva de Deus não a esmagando
sob meus pés
Dai-me muito amor. Eu o distribuirei
nas filas intermináveis
Se esta prece ouvires forte serei
e diariamente a farei
nas filas intermináveis
Se esta prece ouvires forte serei
e diariamente a farei
Meditando-a com meus
atos de cada instante
caminharei iluminada
sem me perder na escuridão.
atos de cada instante
caminharei iluminada
sem me perder na escuridão.
Este poema foi escrito pelo pintor Cândido Portinari para sua neta Denise. Ele o dedicou assim: “Para minha neta Denise, com muita saudade e todo o amor do vovô Candinho.” E datou desta forma: “Paris, 6 de novembro de 1961.”
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