O pintor Cândido Portinari gostava de ver as andorinhas voando ao redor da torre da igreja de Brodowski. E não há quem não se encante ao vê-las em grupo fazendo círculos no ar.
Delicadas, as andorinhas medem cerca de 13 centímetros e vivem mais ou menos 8 anos.
Colocam de 4 a 5 ovos no ninho, de cada vez. O ninho é feito de pedacinhos de materiais encontrados na natureza, num trabalho minucioso que o deixa tecido com leveza. Ali a fêmea os choca durante 23 dias. Depois que nascem, os filhotes são cuidados pela fêmea e pelo macho, que se revezam na busca de alimentos: enquanto um fica no ninho, o outro vai buscar comida. Desta forma os filhotes ficam protegidos o tempo todo dos predadores, até que aprendam a voar e se defender sozinhos.
A andorinha é ave migratória. Isto quer dizer que ela se reúne a um bando e viaja para lugares de clima mais quente quando a temperatura do lugar onde ela está cai. As andorinhas que aparecem na nossa região estão fugindo do frio no sul do continente. Quando o vento começa a gelar na Argentina, ela sobem, buscando regiões mais quentinhas. Depois voltam ao lugar de origem. Como elas fazem isto? Por instinto. Elas têm uma capacidade de orientação muito grande. É de impressionar os humanos, pois voam quilômetros até retornar ao lugar de onde partiram. E não se perdem no caminho! Também são muito resistentes. Neste aspecto são muito parecidas aos pombos-correio, que cobrem distâncias de até 3 mil quilômetros buscando clima mais agradável e onde consigam sobreviver.
As andorinhas têm o peito branco. As asas são bem pontiagudas. A cauda é le-vemente bifurcada. O canto da andorinha é bem suave.
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