Abas curtas, longas, modelo de risca de giz, feltro, palha, couro, tipo cowboy, malandro, moderninho, em lã ou até mesmo de tecidos jeans. Enfim, são várias as opções de seu chapéu. A variedade é imensa e os jovens estão descobrindo que tantos modelos ajudam a dar um toque diferente no visual de todo dia, na produção de uma noitada e, lógico, no ambiente country. Nos segmentos da moda, realmente o cenário fashionista é uma grande caixa de surpresa. Depois de tantas tendências serem esquecidas e outras serem adaptas ou mesmo criadas, o chapéu voltou com tudo.
O que antes era relegado ao esquecimento, foi relançado a partir das inspirações da década de 70. No ano de 2010, a estação primavera-verão dos desfiles internacionais apresentou nas passarelas um jeito diferente de usar a peça, dando um ar de sofisticação, voltando a valorizar as cabeças tanto de mulheres como as dos homens com um toque contemporâneo.
Antigamente, o acessório tinha a função de proteger contra o sol e também, nas temporadas de frio, era uma importante escolha que conferia status e distinção social, sendo usado primeiramente nos homens. Nos dias de hoje, os chapéus estão em evidência por causa dos circuitos de rodeio e da música sertaneja. Mas é preciso fazer uma ressalva: já se foi a época em que as pessoas se fantasiavam de cowboys para curtir o evento.
A moda country é vista com tudo nas ruas de Franca, nos shoppings, nas boates e está completamente inserida no nosso dia-a-dia. Ainda há quem duvide, mas, o chapéu de estilo cowboy (item fundamental para quem curte o mundo dos rodeios) também está inserido como acessório fundamental para compor um look moderno e atual.
O empresário Ronaldo Salomão, proprietário da Salomão Casa do Chapéu, faz sua aposta: moda, preocupação contra um material adequado e preços acessíveis são bons motivos para o acessório permanecer literalmente na cabeça de muita gente por muito tempo.
O comerciante afirma que nesta época do ano, quando é realizada a Festa do Peão de Barretos - aliás, começa hoje -, o acessório é mais usado, porém o público feminino procura um design mais diferenciado e estilizado. “Elas optam por chapéus que são referenciais de moda ou os modelos que fazem a cabeça das famosas”, afirma Ronaldo.
A estudante de psicologia Laura Ferreira Silva Machado, 23, é apaixonada por chapéus e os considera um item diferenciado de vestuário que complementam a produção. “O acessório dá um toque de bom humor à produção. Eles podem ser grandes ou pequenos, clássicos e originais, os chapéus chamam a atenção das pessoas nas ruas, não tem jeito, porque são raras as pessoas que gostam”, disse.
Laura comenta que tem comprado progressivamente mais chapéus, independentemente de ser ou não um hábito do brasileiro. “Acho que não faria diferença hoje. Talvez tivesse feito diferença para ter coragem de começar a usar antes. O mercado oferece uma grande variedade de opções, tanto que tenho os chapéus no estilo country, que uso nas festas de peão, até os mais estilizados e charmosos que uso para tomar um banho de piscina”, afirma a estudante.
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