A simplicidade ao se expressar continua sendo característica, mas é notório que a experiência adquirida ao longo de sete anos como deputado fez de Gilson de Souza (DEM) um político preparado. O candidato à reeleição foi sabatinado pelo GCN Comunicação ontem e se mostrou firme em suas posições. Defendeu a lei antifumo, a revisão das tarifas do pedágio no Estado e a necessidade da cidade eleger pelo menos um representante estadual. Durante a entrevista de uma hora, Gilson evitou ataques a seus adversários. Disse preferir trabalhar, expressão esta que repetiu dez vezes ao longo da sabatina. “Não tenho vaidade, não tenho ciúmes. Acho que um deputado tem que trabalhar pensando no próximo e não em reconhecimento”.
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Gilson de Souza estava acompanhado pelo assessor, José Mauro, e pelo filho, Gilsinho. Apreensivo no começo, foi se soltando ao longo da sabatina e conseguiu o seu melhor desempenho em entrevistas e debates feitos durante campanhas eleitorais. O candidato abriu sua participação destacando o trabalho feito em parceria com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB).
“Quando assumi, disse para o prefeito que precisávamos trabalhar juntos pela nossa Franca. O deputado é o elo entre o município e o Estado. Esta parceria deu certo. É só comparar a Franca de sete anos atrás com a de hoje e ver o quanto a cidade melhorou”.
O candidato destacou suas conquistas para a região, como a construção de viadutos para acabar com a curva da morte em Rifaina, a redução do ICMS para o setor calçadista e a liberação de verbas para as construções do pronto-socorro do Aeroporto e da nova ala do Hospital do Câncer. Também lembrou que, quando a Santa Casa passava por uma de suas piores crises, ele foi procurado pela direção, abriu mão da verba parlamentar que seria distribuída para diversas instituições, e liberou R$ 2 milhões para garantir o atendimento prestado à população.
Perguntado se ele havia ficado magoado pelo reconhecimento modesto da entidade, Gilson minimizou o episódio. “O paciente que precisa do atendimento sabe da importância do nosso trabalho. O que gratifica é você saber que está trabalhando e que foi útil”.
Gilson também falou sobre a disputa travada com Roberto Engler pela paternidade de obras como o AME, a curva da morte e o campus da Unesp. Para ele, não há dúvidas sobre o mérito. “A paternidade é minha. Eu não brigo com ninguém, eu só trabalho. Não temos que discutir. É só pegar a Franca de sete anos antes do Gilson ser deputado e comparar com a de agora”.
Sobre o relacionamento com o deputado tucano, ele disse que se dá bem com todos os parlamentares e revelou um plano audacioso. “Meu relacionamento (com os deputados) é tão bom que vou pleitear a presidência da casa. Estou trabalhando para isto”.
O candidato à reeleição falou sobre projetos que apresentou na Assembleia Legislativa, como a proposta de transferir a capital do Estado para Bauru. “A mudança é viável. A cidade de São Paulo está no limite. Precisamos descomprimir São Paulo. A ideia é transferir toda a estrutura de governo para Bauru, que está no centro do Estado. É uma ação planejada para dez anos, não é para agora”.
Gilson também defendeu sua posição de ter votado para proibir o cigarro em recintos fechados. “Votei pensando nas pessoas que gosto. Não sou contra a pessoa fumar, mas também não sou a favor que ela fume em um local onde os outros não querem a fumaça”.
Gilson de Souza falou ainda sobre as propostas de rever as tarifas de pedágio. “Vamos discutir para que o valor das tarifas seja justo”. O candidato disse que ainda tem muito a trabalhar por Franca. “A cidade sem representante político não tem vida, não tem força. Isto foi comprovado. Quem faz política, tem que gostar. É uma missão ser um deputado”.
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