Para sair da pindaíba, economista dá dicas para fugir do vermelho


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Wiliam Bronzati,  23, é professor de educação física,  mas ele recorre  às dicas de um  bom profissional  de economia para equilibrar suas contas. O economista pode  fazer desde uma consultoria individual  até atuar em áreas da macroeconomia
Wiliam Bronzati, 23, é professor de educação física, mas ele recorre às dicas de um bom profissional de economia para equilibrar suas contas. O economista pode fazer desde uma consultoria individual até atuar em áreas da macroeconomia

 

A ideia de analisar o ambiente econômico, verificar a viabilidade econômica de projetos e elaborar planos econômicos para empresas ou para o governo lhe encanta? Então você já tem alguns pré-requisitos para seguir carreira na área de economia. Aplicada à gestão da própria vida, a ciência pode se tornar ainda mais interessante. Conheça mais sobre a carreira e aproveite para seguir um modesto “guia de boas maneiras” para o seu bolso.
 
Especialista em economia, o professor universitário Aécio Flávio Lemos explica que dinamismo é uma das características mais importantes que deve ter o profissional da área da economia. Ele deve estar sempre atento para as variações do mercado financeiro, já que boas oportunidades passam muito rápido. “É preciso gostar de analisar cenários, ter condições de administrar o tempo, se colocando na reflexão para que possa explorar as variáveis racionais do planejamento”, diz o professor que tem no currículo formações em universidades da Austrália e dos Estados Unidos e atividades como gerência do Banco do Brasil em países como Japão e Austrália, além de ter ocupado o cargo de consultor especial para a dívida externa no Ministério da Fazenda, entre outras atividades no setor (leia mais sobre a carreira de economia em quadro nesta página).
 
O dinamismo, a reflexão e o planejamento valem também para a gestão econômica do próprio bolso. Como não é difícil ficar à beira de um ataque de nervos devido à desorganização nas contas pessoais, o especialista deu algumas dicas para sair ou evitar entrar na chamada pindaíba. 
 
As orientações do professor podem ser úteis, por exemplo, para o professor de educação física Wiliam Bronzati, 23, que classifica a sua situação financeira como “no limite”. Uma junção de fatores quase pintou de vermelho a vida econômica do jovem. “Ainda estou respirando, mas está tudo no limite. Foi um efeito cascata que começou quando entrei na faculdade e piorou depois. Quando me formei, sobraram dívidas. Fui morar sozinho e vieram aluguel, alimentação”.
 
Mas o que pesa mesmo no orçamento, segundo Bronzati, é o cartão de crédito. “É muito complicado porque tenho compulsão em comprar. Sei que tenho que ter mais controle”. E tem mesmo. Lemos começa as orientações de olho neste “vilão” e mostra que Bronzati não está sozinho. “Uma pesquisa do mês do junho mostra que 57% dos portadores de cartões de crédito estavam com o pagamento atrasado. Sei que é difícil, mas a pessoa tem que adquirir o hábito de comprar somente o que ela tem necessidade. O grande problema é que nós criamos a necessidade para atender a vaidade e a resultante não é boa”, diz.
 
Lemos disse também que a regra de nunca gastar tudo o que se ganha deve prevalecer e que exagero nos gastos gera aborrecimentos sempre, é fato consumado. “Temos essa tendência de gastar o que não temos para agradar a quem não gostamos, apenas por obrigação social. Isso traz problemas, inclusive, para a saúde. O controle do orçamento doméstico é essencial para manter uma boa qualidade de vida”.

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