O vôlei de Franca conquistou uma porta de entrada para o desenvolvimento de jogadoras nos Estados Unidos. A professora universitária Fernanda Domingos, formada nas categorias de base da cidade, trabalha por lá e faz parte deste projeto que pode resultar na ida de várias jogadoras locais para a América do Norte. Ela saiu daqui para estudar e já está há seis anos no exterior.
Quem será pioneira em fazer parte deste projeto que pode exportar mais atletas é a líbero Gisele Cristina de Moura, 19. Ontem à noite, ela viajou para São Paulo e hoje embarca para o Estado de Kansas. “Não imaginava que chegaria a conseguir tudo isso. Quero agradecer a todo mundo que me ajudou”, disse Gisele, que demonstrou timidez durante a entrevista.
A jogadora revelou que a família, que vive no Jardim Tropical II, já está com saudade. “Todo mundo vai ficar com saudade. Minha mãe gostou (da chance), mas ficou com receio porque eu nunca saí de casa. Mesmo assim vai dar tudo certo”, contou a atleta.
Gisele começou a jogar vôlei há quatro anos na escolinha de base do Leporace. Observada pela professora do núcleo, Maria Cristina Felício, foi encaminhada para o Champagnat, onde há times direcionados para competições. “Minhas amigas e os técnicos que tive me ajudaram muito a evoluir.”
Com 19 anos, a líbero juvenil terá que mostrar qualidade nos EUA. Sua aprovação para viajar aconteceu após o supervisor de base da Associação francana de Vôlei, Paulo Silveira, conversar com Fernanda Domingos, que é técnica na escola de Barton. Gisele precisou enviar vídeos de jogos e passará por um período de, no mínimo, seis meses de entrosamento e ambientação.
Alessandro Bóia, assistente técnico do time juvenil da Associação Francana de Vôlei, disse que o desfalque da jogadora fará falta. “É uma oportunidade que não dá para deixar de lado. Já temos uma líbero na seleção juvenil treinando (Kilara) e perdemos agora a Gisele, mas estamos formando novas jogadoras.”
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