Centro, Estação, ponte da Vila São Sebastião, Avenida Brasil, Avenida dos Sapateiros, Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso e rotatória do Distrito Industrial. Transitar por estes locais em Franca tem deixado muitos motoristas impacientes. Com uma frota perto dos 200 mil veículos, o trânsito da cidade nestes endereços está próximo do caos, principalmente nos horários de pico. Em alguns trechos, o motorista chega a levar até dez minutos para conseguir atravessar a via e poder continuar o percurso.
Somente na rotatória do Distrito, que concentra o trânsito de quatro regiões, passam em torno de 3,6 mil carros por hora. São aproximadamente 60 veículos por minuto, além das inúmeras bicicletas e pedestres. Com a interdição do trânsito na região do Galo Branco, por conta das obras de alargamento e aprofundamento do leito dos córregos Cubatão e Bagres, o fluxo na Avenida Santos Dumont nos dois sentidos se tornou constante independentemente do horário. Durante as tardes, o tráfego intenso provoca longos engarrafamentos, sendo necessária a presença da Guarda Civil Municipal (veja matéria nesta página). “O trânsito está crítico, pois é contínuo. Se houver a abertura de mais um bairro na região, não sei como ficará”, disse o secretário de Segurança e Cidadania, o tenente Sérgio Buranelli.
A rotatória do local recebe o trânsito de quem chega na cidade pela rodovia Fábio Talarico, dos motoristas que saem das fábricas do Distrito, do Franca Shopping e de pelo menos outros seis bairros, entre eles o São Joaquim. Para a Prefeitura de Franca, o trecho é o único da cidade onde realmente há congestionamento. Os demais são classificados apenas como pontos de estrangulamento do trânsito, pois o problema ocorre em horários determinados.
Em março deste ano, o Comércio da Franca publicou a matéria “Fuja do trânsito” e elencou os principais pontos de estrangulamento e as rotas alternativas para desvio. Mas, passados cinco meses, o problema continua e, mesmo com as faixas de orientações, poucos motoristas optam pelas vias de trânsito mais rápido. “Falta conscientização do motorista. No Distrito, onde o trânsito já era carregado, com a interdição por causa da obra piorou, e poucos escolhem como opção a rodovia, onde o trânsito flui”, disse Buranelli.
Também consideradas como vias de lentidão, as Avenidas Champagnat e Major Nicácio, no cruzamento com a Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, recebem juntas perto de três mil carros por hora.
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