A Unifran (Universidade de Franca) iniciou há um ano os atendimentos do Neota (Núcleo de Estudos e Assistência em Transtornos Alimentares e Obesidade). Um grupo de oito jovens, entre 17 e 25 anos, de Franca e região, são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, formada por nutricionistas, psicóloga, educadores físicos e médico psiquiatra, porque sofrem de anorexia ou bulimia. Os profissionais querem recrutar mais pacientes com esses tipos de transtornos alimentares para expandir o tratamento gratuito que oferecem.
Segundo a idealizadora do Neota, a nutricionista Marina Manochio, estima-se que 0,5% da população geral sofra de anorexia. As pessoas com esse problema são extremamente magras, mas como se veem gordas vivem fazendo dietas e jejum para emagrecerem. A bulimia tem incidência de 1%. Os pacientes que enfrentam a doença costumam abusar da alimentação e depois provocam vômitos, tomam laxantes e diuréticos porque temem engordar. São pessoas obcecadas por exercícios físicos.
Mariana Manochio atuou no Grata (Grupo de Assistência em Transtornos Alimentares), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e decidiu trazer a ideia para Franca. O Neota foi criado em agosto de 2009 e quer ampliar o número de acompanhados. O objetivo é alertar a população sobre os riscos dos transtornos alimentares e permitir que os universitários tenham contato com esse público, para que estejam preparados para lidar com ele depois de formados. “Muitas pacientes não sabem das complicações de saúde que a anorexia e bulimia podem acarretar, que há óbitos e que não é um estilo de vida como elas pensam”, disse Marina.
Os pacientes são atendidos por alunos de nutrição, com supervisão das nutricionistas Marina Manochio e Felícia Sarracini, e também de psicologia, sob coordenação da psicóloga Maria Salete Lucas. Nos casos mais graves, quando há comorbidades como depressão e transtorno bipolar, há encaminhamento para o psiquiatra Carlos Baptista. “Nossa finalidade é ter um comportamento de emagrecimento saudável, pensando nas questões emocionais”, disse Maria Salete.
No início do tratamento, os atendimentos são semanais e, conforme evolução, se tornam mais espaçados. O paciente poderá ter alta, mas o tratamento, se há bom prognóstico, é de no mínimo dois anos.
Além de tratar casos anorexia e bulimia, a Unifran presta serviços a gestantes, obesos mórbidos, diabéticos e atletas. São 235 pacientes em atendimento.
Interessados devem procurar a Clínica de Nutrição, na própria Unifran. O telefone é 3711-8738.
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