Tempo de seca deixa preço por quilo da carne até R$ 3 mais caro


| Tempo de leitura: 2 min
MAIS CARAS - Açougueiro prepara carnes no Oliveira Beef Shop: estabelecimento foi um dos que registraram alta nos preços das carnes bovina e suína
MAIS CARAS - Açougueiro prepara carnes no Oliveira Beef Shop: estabelecimento foi um dos que registraram alta nos preços das carnes bovina e suína

 

Os consumidores foram surpreendidos nos últimos dias pelo aumento no preço das carnes. Comerciantes consultados pelo Comércio precisaram repassar os custos mais altos para os clientes. Os reajustes médios variam de 6% a 15%. No preço final, o aumento chega a R$ 3 por quilo de carne. A alta atingiu as carnes bovina, suína e de frango. A variação é esperada nesta época do ano por conta da entressafra, pois, sem pastos, os criadores gastam mais para alimentar os animais e falta carne no mercado. Para alguns donos de açougue, neste ano os aumentos estão maiores porque a estiagem está mais intensa. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), uma massa de ar seco estacionada na região central do Brasil impede a aproximação de frentes frias e a ocorrência de chuva em algumas regiões. 
 
No açougue Boi nos Ares, o quilo de contrafilé e alcatra era vendido a R$ 11,95 e, nos últimos dez dias, passou para R$ 14,95. “O problema é a escassez do produto”, disse o dono André Nascimento. O açougueiro Cledison de Oliveira, proprietário da Oliveira Beef Shop, foi outro a alterar a tabela de preços no seu estabelecimento e acredita que novos reajustes acontecerão. “Agosto é um mês complicado. Os produtos faltam porque como o País exporta bastante e precisa cumprir os contratos com outros países, o mercado interno fica desabastecido. Para se ter ideia, a ponta de peito passou de R$ 6 para R$ 9”.
 
Os clientes acostumados a substituir os alimentos para driblar o preço não têm muitas opções. As carnes de porco e frango também sofreram altas. O pernil chega a custar R$ 2 a mais num dos supermercados consultados e o frango aumentou R$ 1.
 
Para Paulo Covas, dono da casa de carnes Distak, eventos paralelos contribuíram para o aumento maior neste ano. A Copa do Mundo e geração de empregos com economia aquecida impulsionaram o consumo. “Todo ano é normal subir em agosto, mas neste ano os reajustes foram maiores por causa da Copa. Todos os tipos de carne estão mais caros”.
 
A dona de casa Adelina Pimentel, 59, percebeu a alteração de preço, mas não abre mão de ter o alimento em casa. “Não fico sem carne. Compro alguma mais barata, as de segunda, e coloco na panela de pressão para ficar melhor”.
 
O leite também registrou alta no primeiro semestre de 2010. A estiagem e alta demanda foram as principais responsáveis pela alta. No Supermercado Gomes, o leite longa vida de um litro custava R$ 1,39 em janeiro e agora está R$ 1,67.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários