Bira é imortalizado nos EUA


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Ubiratan Pereira Maciel, o Bira, torna-se hoje o segundo jogador brasileiro a figurar no Hall da Fama do Memorial Naismith, de basquete, na cidade de Springfield, em Massachusetts, berço do esporte nos Estados Unidos.


Paulista de São José dos Campos, morto em 2002, aos 58 anos, vítima de uma infecção generalizada em Brasília, jogou basquete como pivô por 21 anos no Brasil e na Itália e defendeu a seleção brasileira de 1962 a 1979. Currículo que o coloca ao lado de Michael Jordan, Kareem Abdul-Jabbar, Bill Russell e outros grandes nomes do basquete mundial. Até então, apenas a ex-ala da seleção brasileira Hortência Marcari, atualmente dirigente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), representava o país em Naismith.


Criado em 1959, o memorial leva o sobrenome do inventor da modalidade, o canadense James Naismith. Em 51 anos, 287 prêmios foram concedidos a atletas, treinadores ou dirigentes. Dos 139 jogadores agraciados, 83 fizeram história na NBA. Bira se torna, hoje, o décimo nome não americano a integrar o memorial. A Fiba (Federação Internacional de Basquete) possui um quadro mais cosmopolita, no qual o Brasil conta com seis representantes.


O ex-pivô Bira ganhou o direito de entrar para Naismith em abril, juntamente com Karl Malone, Scott Pippen, Dennis Johnson e Gus Johnson, todos jogadores que brilharam na NBA, além do time olímpico dos Estados Unidos de 1960, e o Dream Team, de Barcelona-1992. “A maioria dos nomes em Naismith é de americanos. O fato de ter um brasileiro é incrível. No plano espiritual, Bira está vibrando”, declarou Hélio Rubens Garcia, que jogou com Bira na seleção brasileira.

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