O momento de maior tensão vivido pela família, segundo a comerciante DHR, foi quando os assaltantes ficaram nervosos com o choro de seu neto, de apenas um ano. A criança ficou assustada com os gritos de ameaças dos ladrões. A criança foi protegida pelo avô, que se deitou sobre ela. “Ele (o neto) chorava muito e os assaltantes mandavam ele calar a boca. Foi terrível. Um momento difícil que não desejo para ninguém”, disse a comerciante.
Os assaltantes não agrediram nenhuma das pessoas, mas não pouparam ameaças nem mesmo a uma aposentada de 86 anos. A senhora também foi obrigada a se deitar no chão. O filho da comerciante, um rapaz de 22 anos, chegou a entrar em estado de choque, pois foi o mais pressionado pelos ladrões, que durante todo momento exigiam dinheiro.
Segundo a comerciante, os assaltantes entraram exigindo dinheiro, achavam que ela guardava valores na residência. “Eles entraram apontando as armas para nossas cabeças. Graças a Deus, não feriram ninguém. Fica ferido assim, por dentro. O desespero foi total. A gente perde a vontade de trabalhar, de viver. É um sentimento de que a gente não vale nada, com aquelas armas apontadas... Um trauma que jamais irei esquecer”, desabafou.
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