O aquecimento na produção de sapatos em Franca tem impulsionado as empresas do setor de componentes - palmilhas, forros, fitas, cadarços, laminados e metais - a fazer novas contratações e reforçar os estoques. O foco são os próximos três meses do ano, período em que a demanda por pedidos aumenta e os empresários comemoram como o Natal do segmento. A expectativa é que até novembro as vendas cresçam, em média, 20% e sejam superiores a do segundo semestre do ano passado.
A base para estas projeções positivas está no bom comportamento da indústria calçadista nos últimos meses, na explosão de contratações na cidade - foram mais de 13 mil postos de trabalho abertos em seis meses -, e nos planos de expansão de pelo menos 13 grandes fábricas locais. No mês passado, em matéria publicada pelo Comércio, juntas, estas indústrias produziam 24.750 pares dia e tinham como meta ultrapassar os 31,6 mil pares até o fim do ano.
Fábrica de adereços para calçados, bolsas e cintos, a Metalvale já contratou neste ano 18 funcionários e planeja em breve abrir mais 15 vagas de emprego e, consequentemente, um novo turno de trabalho. O motivo é o aumento das encomendas dos clientes contatados pela empresa. “Vamos ter que ampliar a nossa produção de 45 mil peças/dia para 65 mil ou até 70 mil peças, além de fazer novas admissões. Lembro que em anos anteriores fizemos demissões nesta época”, disse o diretor Elton Maso.
No Grupo Stick Fran, as perspectivas também são animadoras e fazem com que a diretoria antecipe as compras de produtos, a fim de evitar possíveis atrasos nas entregas. Somente com fitas, um dos oito mil itens com que trabalha, a empresa calcula que as vendas passem de 300 mil metros mensais para até 500 mil metros. “Precisamos trabalhar de forma programada, pois com o estoque reforçado não há risco de faltar produto”, disse o proprietário Renato Raimundo.
Em outras duas lojas revendedoras de componentes para calçados, a estimativa também é de novas contratações e de vendas em alta. Em um dos estabelecimentos, as entregas que costumam chegar em dez dias, podem demorar um mês e meio. Até mesmo nas cartonagens, há reflexos do bom momento da indústria calçadista. Numa delas, a produção de cinco mil caixas coletivas ao dia quase dobrará a partir de setembro.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.