Troca de ideias marca primeira oficina do GCN para professores


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INTEGRAÇÃO - O fotógrafo Tiago Brandão  conversa com os professores durante as oficinas  oferecidas pelo GCN Comunicação: primeiro encontro aconteceu ontem no auditório “Jornalista Corrêa Neves”
INTEGRAÇÃO - O fotógrafo Tiago Brandão conversa com os professores durante as oficinas oferecidas pelo GCN Comunicação: primeiro encontro aconteceu ontem no auditório “Jornalista Corrêa Neves”

 

A troca de experiência entre professores e jornalistas marcou o primeiro encontro da série de oficinas “O jornal na sala de aula”, que o GCN Comunicação realiza para educadores de escolas públicas. A proposta é ensinar meios de fazer do jornal uma ferramenta para incentivar a leitura e formar cidadãos mais críticos dentro da sala de aula. Com o tema “Como é produzido o jornal?”, a oficina desta quinta-feira, 12, durou mais de três horas. Trinta professores estiveram presentes no auditório “Jornalista Corrêa Neves”. A secretária de Educação, Leila Haddad, assistiu à apresentação e elogiou a iniciativa do GCN. 
 
Na primeira parte da oficina, os professores puderam desvendar detalhes do universo jornalístico. A jornalista Joelma Ospedal, editora-chefe do Comércio; a editora Priscilla Sales; o fotógrafo Tiago Brandão e os repórteres Rodolfo Tiengo e Nelise Luques falaram sobre suas experiências na produção de notícias e da rotina frenética da profissão. “Um dia estamos fotografando uma família passando necessidades no Santa Bárbara, outro dia em Brasília acompanhando deputados ou fazendo uma foto aérea da cidade”, disse Tiago.
Os participantes visitaram a redação integrada do Comércio e Rádio Difusora e depois puderam conhecer mais detalhes sobre o programa de oficinas. A professora Maria Ângela Freitas Chiachiri, que ministrará as oficinas, escolheu um formato de um lead clássico (introdução da matéria) para apresentar o trabalho e respondeu às perguntas quem, o quê, como, onde e por quê?
 
Os 30 professores falaram brevemente sobre suas experiências com o uso do Comércio da Franca em classe. Todos ressaltaram a riqueza de conteúdo presente no jornal, uma vez que reúne crônicas, reportagens, charges, artigos, infográficos e outros gêneros de textos, além do entusiasmo das crianças em trabalhar com as notícias e também levar os jornais para casa para lerem com os familiares. Uma das revelações mais interessantes foi feita pela professora Roselaine Cintra, da Escola “Nelson dos Santos Damaceno”, do Jardim Bonsucesso. A partir da matéria sobre uma menina de 12 anos que está grávida, ela debateu o tema sexualidade com alunos do 5º ano, que têm entre 9 e 11 anos. “A reportagem veio de encontro a um projeto que estou desenvolvendo sobre o corpo humano e foi muito interessante porque deu margem para conversarmos sobre sexualidade, que é um tema complexo, mas de grande interesse e eles se sentiram muito à vontade por causa da matéria”, disse ela.
 
A jornalista Sônia Machiavelli ficou entusiasmada com a primeira oficina. “Nós nos preparamos para um encontro e o que houve foi uma tempestade de ideias e, como uma boa chuva, muito fertilizante. As ideias aqui trocadas permitirão enriquecer os próximos encontros”. Sônia acredita que com o programa desenvolvido com os professores, os alunos passarão a fazer leituras mais profundas e plurais do jornal. Serão ministradas oito oficinas, que serão quinzenais. A próxima acontece dia 26 de agosto e será sobre o tema “Textos: opinião do leitor - leitura, reflexão e crítica”.

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