‘Dia do Pendura’ leva futuros advogados para a delegacia


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Aqui não! - Marcos Pires Cintra, gerente de churrascaria, e universitárias foram parar na delegacia, onde as estudantes pagaram R$ 80 - bebidas e taxa de 10% - dos R$ 101 do total
Aqui não! - Marcos Pires Cintra, gerente de churrascaria, e universitárias foram parar na delegacia, onde as estudantes pagaram R$ 80 - bebidas e taxa de 10% - dos R$ 101 do total

 

Comemorações do Dia do Estudante e do Dia do Advogado, ontem, geraram confusões e jovens foram levadas para a delegacia. No chamado Dia do Pendura, quando alunos de Direito vão a restaurantes e tentam sair sem pagar, seis universitárias resolveram comemorar a data almoçando numa churrascaria e, na hora de pagar a comanda, pediram para “pendurar”. Mas elas tiveram de pagar a conta na presença da polícia. Já na região central, dezenas de estudantes, a maior parte adolescentes, tiraram o dia para festejar e a Guarda Municipal flagrou alguns deles com bebida alcoólica (leia mais em texto nesta página). 
 
No dia 11 de agosto, data da fundação dos Cursos Jurídicos no Brasil, tradicionalmente estudantes de Direito saem para o chamado “pendura”. Mas ontem, em Franca, um grupo de seis universitárias, com idade média de 20 anos, teve de prestar declarações no 1º Distrito Policial. 
 
De acordo com a Polícia Militar, as jovens foram à churrascaria Recanto do Cupim, onde chegaram dizendo que iriam almoçar. Entre bebidas e comida, houve um consumo, segundo o gerente da casa, de R$ 101. Na hora de pagar a conta, elas apresentaram uma carta sobre “o apoio de comerciantes aos estudantes de direito desde o século XVIII” e pediram para “pendurar” o pagamento. “Enquanto a gente está lutando para trabalhar, para poder ganhar o pão de cada dia, essa turma foi lá no restaurante e não quis acertar o que consumiu. Pedi para meu gerente chamar a polícia. Isso deixa a gente muito chateado”, disse Antônio Carlos Barbosa, dono do restaurante. 
 
Após a confusão, as jovens universitárias e o gerente da churrascaria, Marcos Pires Cintra, foram parar na delegacia. Uma das estudantes propôs pagar as bebidas e a taxa de 10% dos garçons, totalizando R$ 80. Após o acordo amigável no 1º DP, as futuras advogadas foram liberadas.
 
Não é a primeira vez que casos como este vão parar na delegacia. Segundo o delegado Luís Carlos da Silva, a polícia registra por ano pelo menos uma ocorrência do tipo nesta data. “Todo ano a gente tem este tipo de situação. Na verdade, você usar o serviço de um restaurante e não pagar a conta é crime previsto no Código Penal. Como é um crime de menor potencial ofensivo, fazemos o boletim e ele é encaminhado à Justiça. Na maior parte dos casos, os acusados pagam as contas e os processos são arquivados”, disse o delegado. 

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