A estiagem em Franca e região, que já supera os dois meses, além de causar a queda no nível de umidade do ar (perto de 20% nos últimos dias, bem próximo do índice registrado em Brasília, considerado um dos menores do País), é responsável pelo agravamento de moléstias respiratórias e alergias - crianças e adultos têm a saúde prejudicada, principalmente aqueles acometidos por asma e bronquite, entre outras doenças das vias aéreas. Porém, o que tem causado ainda mais problemas, não só em Franca como na região - principalmente por conta da falta de chuvas que deixa a vegetação bastante seca - são as queimadas que atingem as áreas urbanas e rurais. Nestes dias, uma pequena fagulha é capaz de causar incêndio de proporções assustadoras.
Além dos riscos do fogo propriamente dito, também a fumaça proveniente destes é muito prejudicial à saúde. E o risco não é prerrogativa local. A Rússia, por exemplo, vem sofrendo há dias com incêndios florestais incontroláveis (por conta de uma forte onda de calor e da queda na umidade do ar). O clima seco acabou por duplicar o número de mortes por problemas respiratórios, como admitiram anteontem as autoridades de saúde daquele país. Por conta da “bolha” que se formou principalmente nas grandes cidades, como Moscou, a concentração de poluentes e fumaça cresceu em nível recorde. Na capital russa, a população está sendo obrigada a utilizar máscaras cirúrgicas na tentativa de minimizar os efeitos a densa fumaça, mas o número de mortos por dia subiu de 400 para 800, principalmente por conta de problemas respiratórios e alérgicos.
Por aqui, o Corpo de Bombeiros de Franca tem trabalhado com afinco no combate às queimadas, principalmente na área urbana, mas o tempo seco é fator muito preocupante. Os chamados para controlar queimadas são diários. Capitão Alexandre dos Santos, comandante da corporação, diz que diariamente há mais de cinco avisos de queimadas em terrenos ou matas ao mesmo tempo. Na zona urbana de Franca os incêndios em terrenos baldios, onde predomina a vegetação rasteira, são diários e também contribuem para o agravamento da concentração dos poluentes - que aumenta consideravelmente por causa dos quase três focos de queimada diários registrados em canaviais de Franca e região. O Corpo de Bombeiros tem apelado à população para que haja um maior cuidado principalmente em terrenos onde a vegetação está bastante seca e uma bituca de cigarro pode causar tragédia de volume inesperado.
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