Ausência de Graciela na sabatina é alvo de críticas dos vereadores


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TEMPO QUENTE -  Durante a reunião de ontem, Graciela Ambrósio discutiu com vereadores que a criticaram por fugir de sabatina
TEMPO QUENTE - Durante a reunião de ontem, Graciela Ambrósio discutiu com vereadores que a criticaram por fugir de sabatina

 

A ausência da vereadora e candidata a deputada federal, Graciela Ambrósio (PP), na sabatina do GCN Comunicação marcada para a última quinta-feira, 5, centralizou os debates na sessão da Câmara Municipal na manhã de ontem. No primeiro encontro com seus colegas de plenário depois de faltar, Graciela foi alvo de uma saraivada de críticas. Os mais incisivos foram Jépy Pereira (PP) e Marco Garcia (PP). Sobrou para o presidente da Câmara, Joaquim Ribeiro (PSB), tentar apaziguar os ânimos.
 
Normalmente, Graciela é a primeira a falar no horário do expediente, mas abriu mão da prerrogativa. Em seu lugar, subiu à tribuna Jépy Pereira. Conhecido adversário político da candidata, ele começou seu discurso lembrando a entrevista que a vereadora deu ao Comércio, em 2008, quando chamou a Câmara de frouxa. Na sequência, defendeu a importância das sabatinas e criticou Graciela por não ter participado. “Foi um episódio lamentável a senhora evitar falar de suas propostas em um grupo de comunicação de grande circulação regional e com repercussão nacional. A nobre colega só foi avisar quatro minutos antes que não iria. Foi uma ausência muito estranha”.
 
A esta altura, Graciela já havia empunhado o microfone e pediu um aparte. Jépy continuou. “A senhora tem que dar explicação, sim. Como candidata, tem que falar o que pensa. A senhora tinha responsabilidade com a comunidade, mas fugiu do debate. A senhora é uma vereadora frouxa e fujona”. Em seguida, afirmou que a vereadora era manipulada e seguia as ordens do assessor. Ela revidou. “Excelência, ninguém me manipula, ninguém me manda (sic), ninguém fala o que eu devo ou não devo falar. Quem é o senhor para falar de mim? O senhor é manipulado pelo prefeito”. 
 
Como o tempo dispensado a Jépy havia vencido, o presidente da Câmara interrompeu a discussão. Para quem estava no plenário, a impressão era de que a sessão fosse se acalmar. Só impressão. Assim que Marco Garcia assumiu o microfone, uma nova onda de alfinetadas voltou a colocar fogo na reunião. “A senhora perdeu uma oportunidade ímpar de mostrar que não é frouxa”. 
 
Graciela afirmou que Marco deveria ter se candidatado, disse que ele era manipulado pelo prefeito e que não teve força quando falou que pediria a cabeça do chefe de fiscalização da Prefeitura. Ao perceber que os celulares da vereadora a todo o momento recebiam ligações e mensagens, Marco Garcia, zombou. “A senhora não foi à sabatina porque não tem capacidade para o debate. Tudo o que fala tem que estar escrito. Se der pane na telefonia, tem vereador que vai para a calçada”. 
Enquanto o vereador falava, Graciela tentava interrompê-lo. No meio do tiroteio, o presidente Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) pediu respeito aos colegas de plenário. 
Os dois continuaram a discussão. Como não houve o cessar fogo, ele determinou que a sessão fosse suspensa por 20 minutos para que os ânimos se acalmassem. Graciela ainda tentou continuar argumentando quando todos viraram as costas e deixaram o plenário. Só após o segundo intervalo os trabalhos puderam continuar, mas o mal-estar permaneceu até o final do dia.

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