A partir de novembro, as agências bancárias da cidade podem ser obrigadas a criar divisórias na área dos caixas, onde há movimentação de dinheiro. A adaptação foi proposta pelo vereador Silas Cuba (PT) e aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Franca na sessão de ontem. A exigência não se aplica aos caixas eletrônicos. O objetivo, segundo o parlamentar, é aumentar a segurança dos clientes e evitar assaltos nas proximidades dos bancos, crime conhecido como ‘saidinha’. Agora, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) precisa sancionar a lei para que ela possa vigorar.
A nova lei ainda fixa prazo máximo de 90 dias para que os estabelecimentos bancários façam as modificações. Quem não cumprir a determinação ficará sujeito a multa de 300 UFMFs (Unidades Fiscais do Município de Franca), o equivalente a R$ 10,8 mil. Em caso de reincidência, o valor será dobrado e o estabelecimento terá alvará suspenso até que a situação seja regularizada.
A colocação de painéis de isolamento junto aos caixas não é a primeira mudança imposta pelo Legislativo francano às agências bancárias da cidade. Em junho, os parlamentares aprovaram projeto do vereador Valter Gomes (PSB) que proibiu o uso de telefones celulares ou rádios comunicadores no interior de agências bancárias. “Vi que era preciso ampliar a proteção porque há pessoas que observam o que as outras estão fazendo para assaltá-las. Os dois projetos aplicados em conjunto podem contribuir muito para coibir esse tipo de crime”, disse Cuba.
EM PAUTA
Além da matéria que obriga a colocação de divisórias nos caixas, a pauta do dia tinha ainda três projetos a serem discutidos e votados pelos vereadores.
Logo no início da sessão, ainda pela manhã, Marcelo Valim (PSDB) retirou a proposta de fracionar o estacionamento rotativo da Área Azul com a criação de cartões também de 30 minutos, além dos já existentes de 60 e 90 minutos. A retirada ocorreu após o vereador conversar com a diretoria da Esac (Escola de Aprendizagem e Cidadania), responsável pela gestão da Área Azul. “Pensei esse projeto para trazer benefícios para a população, mas, com isso, percebi que poderia prejudicar muitos jovens que são atendidos pela instituição com a verba da Área Azul e não quero de maneira nenhuma ser o causador disso. Estudaremos juntos novas possibilidades”.
Na reunião, ainda foi aprovado um projeto que declara de utilidade pública a Associação Jardim Pulicano e arquivada proposta de Graciela Ambrósio para disciplinar o acesso de jornalistas às dependências da Câmara.